Criei esse espaço para colocar “Algumas páginas da Minha Vida”, do meu verdadeiro “Eu”, dos pontos vulneráveis na breve passagem nessa existência, da minha personalidade intensa e profunda. Aqui descrevo minha verdadeira essência sem garras, sem medo, sem vaidade, desnudo minha alma, vivencio uma experiência mais espiritual com a intuição e percepção à flor da pele.

Nada te posso garantir - eu sou a única prova de mim...
Clarice Lispector

Amigos & leitores mais que especiais

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mudei de Perfume



Mudei de perfume.

Aquele lembrava nossos longos banhos e os muitos sorrisos e planos.
Era o perfume do amor, da paixão.
Química perfeita!
Seu corpo, meu corpo,nosso cheiro.
Seu rosto, seu gosto, sua inteligência,
muito mais que um desejo.
Desejo de ser sua, só sua.
Dói a sua ausência.
Dói a lembrança das minhas atitudes um tanto inadequadas,
a minha parcela de culpa.
Dói os erros que você também cometeu.
Escrevemos nossa história a caneta, tá difícil apagar.
Em algum momento, tentando acertar, fiquei fora das linhas seguintes.
Perdi o rumo, saí do prumo,
perdi você...
Ah, você que foi irresistivelmente quase perfeito!

Mudei de perfume.

Não fui mais ao centro, não vou mais ouvir Djavan,
não quero saber sobre processos, penas, leis, política, samba.
Só de pirraça não vou torcer pela Mangueira.
Apaguei seus telefones da minha agenda, vou deletar nossas fotos e o seu e-mail, 
devolver seu violão e os presentes.
Vou esquecer aquele jantar em Santa Teresa, as caminhadas na praia, 
os beijos e abraços na beira do mar, as flores, 
os muitos momentos de amor, ternura, paixão.
Nem vou mais auto-aplicar reiki, até isso lembra você.
Vou esquecer aquela noite na janela, a luz do luar,
nosso momento Cigano, caliente...
Você lembra? Foi puro êxtase.

Mudei de perfume.

Mas não quero te esquecer,
não quero mudar de você...
Senão, vou ter que abrir mão do muito que aprendi a amar 
e de momentos que ainda podemos viver.
Encontros marcados no astral não nos vêm de graça,
pagamos um preço até o resgate perfeito.
O nosso encontro foi de almas.
Sou sua Cigana de vidas passadas.

Mudei de perfume.

Agora quero te encontrar e brindar os nossos melhores momentos, 
o futuro que nos prometemos.
Vou deixar de ser chata e aceitar ir com você na Lapa.
Esquece o medo, vence o ciúme, nada te ameaça.
Sem você não tem graça.
Com você esqueci que tenho passado.
Nunca amei tanto assim.
Se eu pudesse reeditar a minha vida, 
você seria o primeiro e único homem.
Casaria com você na igreja e no papel, 
com vestido branco, buquê, altar e lua de mel.
Viveríamos juntos para todo o sempre. Amém.
Embora eu acredite que as relações de meio tempo 
nos preparem para o dia em que o amor vai chegar.

Mudei de perfume.

O perfume da minha alma.
Sinto minha verdadeira essência.
Estou mais ousada, confiante, interessante e atrevida.
Voltei a escrever, sonhar, dançar, viver.
Percebi o que precisava modificar.
Liberei velhas crenças e padrões de comportamento.

Mudei de perfume, ainda não mudei de você.

sábado, 22 de novembro de 2008

A Maior Necessidade




Ao perguntarem aos sete sábios da Grécia a respeito de qual é a força maior, a resposta foi unânime: “A NECESSIDADE”.
Hoje em dia temos uma grande responsabilidade histórica. Trata-se de ajudar a transformar os espectadores em atores, apoiando-os e impulsionando-os a que, por seus próprios pés, tomem o trem da evolução, saindo de Miseriápolis rumo a Si-Mesmolândia. Nossa responsabilidade é atender a essa força maior que é a necessidade do planeta, da humanidade...
A humanidade, especialmente a informatizada, está acostumada ao instantâneo:
-Aqui e agora, não quero esperar.
É certo que todos os acontecimentos estão acelerados, isso faz parte da evolução planetária, as semanas, os meses e os anos parecem menores. Mas é uma pena que as relações também. Perdeu-se muito da magia, do vislumbre e da pureza. Isso é uma opinião particular. As pessoas estão mais preocupadas em saber quanto o outro ganha, qual o cargo que ocupa, não se importam com o que sustenta seu ser.
O amor é a força transformadora por excelência, a energia que leva à evolução do universo, da sociedade e do ser humano.
Agora podemos entender melhor a mensagem revolucionária de Jesus cristo:
-Amai-vos uns aos outros.

Poucas são as relações com base no amor. Aqui nesse planetinha ainda em estágio expiatório e cheinho de provas, as relações estão baseadas nas trocas de interesses, caprichos e vaidade que a mente e espírito doente tomam como essencial.
Somos totalmente responsáveis pela vida que levamos. Tudo é questão de escolha.
Ministrei algumas palestras em 2007 e conheci muitas pessoas que me abordavam por estarem interessadas nos temas em pauta. Conheci diferentes tipos: humildes, esclarecidas, espiritualizadas, sofridas, umas em busca de respostas para questionamentos interiores, outras de refrigério pra alma. Porém chamou-me atenção as que aparentemente eram bem resolvidas, as iniciadas em algum tipo de doutrina, energia de cura, conhecedoras de tratamentos holísticos, independentes, intelectualizadas, bem sucedidas profissionalmente, mas que vivem em Miseriápolis, escravas de si e de padrões de educação repressores, ditadores. Com ênfase na rejeição do verdadeiro eu, desejos, sonhos e necessidades. Possuem a carta de alforria, mas vivem boicotando-se. Sem coragem de fazer a própria vontade, de satisfazer os desejos do coração. Vivendo como o Eremita, trancam-se, sufocam seus sentimentos e por vezes fantasiam-se do que gostariam de ser de verdade para tentarem uma relação aqui ou ali. Diante do fracasso, da falta de coragem de irem adiante nas relações e atenderem o próprio coração, seguem o atalho de uma vida boêmia, por vezes até mesmo promíscua, anestesiando-se com o álcool. Habituam-se à solidão por medo de enfrentarem uma perigosa facção (pai, mãe, ex, a opinião alheia...). Passam a conviver com altas taxas de glicose, pressão arterial. Quando o corpo emocional não está bem o corpo físico paga um alto preço.
Realizam o desejo de uma facção interna, pois na maioria dos casos lhes foi pré-determinado na infância. Confundem isso com um ideal de vida, ideal profissional, ideal político, ideal, ideal, ideal...
machucam, maltratam, massacram, traem a si mesmo e a todas as pessoas com as quais se envolvem. Necessitam de uma cura poderosa, mas ainda não perceberam como canalizar essa energia que sempre esteve ali, tão perto, dentro de si. 
A maior necessidade do ser humano é aprender a se fazer feliz com pequenas atitudes que atendam o seu coração.
Aflorar a nossa verdade é uma atitude corajosa e nobre, é a necessidade do ser humano para desenvolver e trabalhar o verdadeiro eu.
A ausência do amor determina a escravidão. Sua presença nos liberta e quando flui, abundantemente, atingimos o êxtase.
Fazer o que quero é a minha lei. Essa é uma proposta perfeitamente aquariana. Atendo o meu coração. Se o outro toma uma atitude inadequada atendendo a cálculos isso não é problema meu.
Enquanto burlarmos a lei aquariana, para fazer a vontade alheia nos violentamos e permanecemos infelizes, frustrando nossos desejos mais profundos ou até mesmo deixando de fazer pequenas vontades tão nossas.
Estamos aqui para compreender a magia do amor, trabalhar o autoconhecimento, a auto-aceitação, a auto-realização.

“Todos os seres nascem iluminados, mas é preciso uma vida inteira para descobri-lo”. 
  Buda

sábado, 25 de outubro de 2008

Resiliência


Seis longos meses de licença, afastada das atividades profissionais, afastada de mim.
Coloquei-me em stand bay.
Sem perspectivas e sem foco, aliás, meu foco estava no que não fazia mais nenhum efeito, em quem não me queria mais, ao que já havia virado “Pretérito IMPERFEITO do subjuntivo” – “Se...”
Será que os oráculos erraram?
O que aconteceu com o meu Amor Cigano de vidas pretéritas?
E o encontro marcado?
Com o emocional abalado e um punhal cravado na minha omoplata, minha antiga e íntima amiga “hérnia de disco” berrou, gritou. Meu corpo físico e emocional pediam socorro.
Tornei-me desesperadamente chata enquanto pagava um alto preço por um erro que nem mesmo sei se cometi sozinha.
Já não tinha mais os braços fortes envolvendo-me, abraçando-me peito a peito e tão pouco aquela voz que eu amava ouvir falando ou cantando nosso amor puro e a proposta de construir uma grande história.
Que saudade apertada!
Sentia um nó na garganta, frio na alma. Ele dizia que nada no mundo ia nos separar, que esperou por mim a vida inteira e sabia que eu estava pra chegar.
E agora?
Precisei de muita luz violeta, passes, sessões de ayurvédica, reiki, meditação, cristais, longas conversas com amigos, enquanto debulhava-me em lágrimas.
Acendi incenso, coloquei aromatizante de alecrim, rezei, orei, implorei a Deus, aos anjos, a vida, que o trouxessem de volta.
Tinha que dar folga pro Djavan que virou trilha sonora na minha vida, mais um pouco e ele ficaria rouco de tanto cantar pra mim. Era como impregnar o ambiente com a presença dele e dos momentos de muita ternura que vivemos. Senti saudade do ciúme dele, daquele jeitinho gostoso fingido que era preocupação ou cuidado para disfarçar a insegurança enquanto tentava controlar os meus passos.
Mas eu estava ali, sozinha, olhando o violão que ele deixou...
Ah, quantas vezes ele tocou pra mim!
A música tem um efeito incrível, absorvo-a como o ar enquanto transporto-me.
Chegou o momento de retomar as rédeas da minha vida, retornar a empresa, hora de arregaçar as mangas e seguir meu caminho com resiliência. “Resiliência”, isso tive que inventar, forçar em mim a capacidade de dar a volta por cima.
A falta de tesão pela vida seria fruto das escolhas erradas que fiz com o coração, por pura emoção?
Ele não me ligaria mais durante o expediente, não enviaria mensagens e nem me esperaria de surpresa em plena Av. Presidente Vargas com os braços abertos e o beijo gostoso. É, e não estava esperando mesmo.
Que vazio!
As ruas pareciam mais escuras. O Centro da Cidade estava escuro sem a nossa luz.
E Copacabana?
Ah, Copacabana vazia, vazia de nós dois!
Dentro de mim pulsa uma vida holística, um tanto mística. Precisava da minha poçãozinha mágica para despertar a criança interna, pura e verdadeira que estava adormecida. Momento de fortalecer, levantar o olhar, focar e aflorar a menina, mulher e guerreira que sempre fui.
Sou formadora de opinião, escrevo, vivo, sinto, sou mãe, sou mulher. Assumi responsabilidades. É hora de reinventar e escrever uma nova história.
Vida estou de volta!
Amigos estou aqui!
Sobrevivi!
Quero viver e novamente florescer. As flores murcharam e foram arrancadas, mas a raiz ficou inteira.
Obrigada pelo carinho e apoio de cada um que dividiu comigo esse momento e regou cuidadosamente o meu jardim.
Ah, meus florais, minha poção mágica!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Alforria


Alforria
Libertação do cativeiro da alma
Robson Pinheiro
Pelo espírito Pai João de Aruanda


Ganhei esse livro no meu aniversário de uma amiga. Assim que abri o pacote de presente e vi o livro, acreditei que o assunto abordado fosse sobre os escravos negros alforriados pela lei Áurea – Até mesmo pelo fato de ser ditado pelo espírito Pai João de Aruanda.
Logo que comecei a leitura percebi que falava de algo maior e até então percebido por poucos – A liberdade que pode ser compreendida de diversas formas e que é a mais importante – é a libertação da alma.
É óbvio que a liberdade não é total num mundo chamado TERRA que “AINDA” saindo do estágio de provas e expiações para regeneração. Somos livres dependendo da compreensão que desenvolvemos ao longo do tempo. Precisamos entender que a liberdade é para o bem e não para o mal.
Falo do mal no sentido do desequilíbrio, dos impulsos do ser – acorrentando o homem escravo de suas próprias viciações – Somos escravos de nós mesmos – e essa escravidão é tão intensa que acaba por dominar a mente e corpo, desenvolvendo o processo da subjugação no indivíduo que por suas viciações e desequilíbrios tem a impressão de que age daquela forma justamente por ser livre, acreditando estar no exercício de sua própria vontade.
A lei Áurea foi promulgada para que os brancos libertassem os negros, mas o evangelho é a carta de alforria para todos os homens filhos de Deus. É hora de mudar. O mundo está se modificando, e a vitória em muitos aspectos, é daqueles que ousam tentar algo diferente em seus empreendimentos.
Quando acreditamos que há algo errado nosso sistema orgânico, emocional e mental forja uma crença particular de tal maneira e com tal intensidade que nos impede de ver outra coisa, a não ser aquilo que acreditamos existir.
O que precisamos compreender de uma vez por todas é que não somos um corpo que possui um espírito imortal, ao contrário, somos espíritos imortais e possuímos o corpo físico ideal para que aprendamos a conviver no mundo a começar pela convivência com nós mesmos.
Nem tudo na vida está vinculado ao merecimento, mas ao fator educativo, tão necessário a toda gente. Nem sempre o que nos ocorre resulta do peso do merecimento, que alguns usam como desculpa de auto-punição.
Somos nós que temos de enfrentar as dificuldades decorrentes de nossas próprias escolhas e tirar delas o maior proveito possível.
Devemos aprimorar a magia mental do bem e do auto-amor e não desistir jamais de trabalhar pelo bem comum.
O alto envia recursos, no entanto não recebemos o que foi pedido, mas o que é necessário para o crescimento interior.
Nossa auto-educação através do evangelho e da máxima do Cristo – Amar ao próximo como a si mesmo – deve ser uma atitude cotidiana, que é óbvio não ser nada fácil, pois para tal precisamos nos despir do orgulho, da vaidade e de todo e qualquer sentimento, emoção ou iniciativa que baixe nosso campo vibratório. Não foi à toa que o Mestre nos recomendou: - Orem e vigiem.

Sentimentos, emoções e atitudes vindos do nosso EGO – que é o nosso EU pro mundo – Nos tornam escravos de nós mesmos, dessa forma nossos verdadeiros algozes. Precisamos alforriar nossa alma. Perceber e sentir as mensagens sutis de abnegados amigos espirituais. Deixar de lado velhos padrões, velhas crenças, através de uma reforma íntima e moral, que o evangelho tão claramente nos ensina. Esse é um trabalho que ninguém pode fazer por nós.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Benditas Foram as Minhas Lágrimas


Tenho andado distraída, mas NÃO estou impaciente e nem indecisa como dizia Renato Russo. Vejo que não vale nem um pouco a pena provar pra ninguém, ninguém mesmo a minha honra, a minha moral, a minha integridade e principalmente o quanto faço diferença.
... Quanta chance desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém... Mais uma do Renato Russo (isso porque tenho a honra de ser da Geração Coca-Cola). 
SER o que SOU e ESTAR onde ESTOU é o que me basta nesse momento. Não perco mais o meu tempo com quem teve oportunidade ao meu lado e não soube aproveitar. Aprendi que estar sozinha não é estar solitária, que tenho o dever comigo mesma de não dar atenção a falsas promessas, a falsos pedidos de perdão e as lágrimas de crocodilo de quem me teve fácil demais, mas não foi capaz de cuidar... (Essa foi cantada pela Paula Toller)
Paguei um alto preço por insistir em jogar pérolas aos porcos. Não, não interprete essa frase como soberba. Amo levar uma mensagem legal para as pessoas. Gostaria muito de ajudar de verdade a humanidade. Quem sabe esse é só um ensaio para a próxima encarnação. Mas descobri que existem pessoas «ainda» em estágios tão inferiores que não estão nem aí para uma conduta reta, íntegra e com base no amor. Pior, descobri que por muitas vezes, por muitos anos, convivi com um vampiro. Que sem pena nem dó sugou, sugou... me deixou sem nada, levou tudo que tenho para jogar fora. Levou o que tenho, mas não levou o que sou. Não sabe o que fazer com tanta coisa legal e bacana que construí, então, joga fora e vai vampirizar por aí. Vive da energia do outro. Tenta voltar para sugar um pouco mais, porque coisa boa não se encontra em qualquer lugar ou por vaidade não quer perder a fonte.
Sempre acreditei que as pessoas deixam um pouco de si e levam um pouco de nós. Aprendi que algumas levam muito de nós e não conseguem construir nada porque não há como brotar semente em pedra e tão pouco florescer. Mas o que deixam de si alimento e cultivo com amor, com resignação e com muita fé de que dias melhores, melhores mesmo, estão por vir. Aí meu amigo, não há semente ruim que resista ou que me faça acreditar que a vida não vale a pena, que acreditar em mim mesma é uma furada.
Acredito em mim, em todo o meu potencial, acredito no amor incondicional por mim mesma e pelo próximo, acredito na vida, em Deus, nos abnegados amigos espirituais, nos amigos que cultivei aqui, acredito no tempo que tudo resolve e se encarrega de colocar no seu devido lugar e na Justiça Divina que nunca falha.
Uma forte intuição me guia por caminhos ainda não percorridos, para o retorno de um amor que nunca deixou de ser, para uma vida de paz, uma nova consciência, para terminar de realizar o que me trouxe até aqui. Cheiro de vida, de renovação. Página virada, lição que aprendi. Deus, a vida,  tudo tão perfeito, tudo tinha um motivo de ser e de estar acontecendo.
Benditas foram às lágrimas que derramei! Com elas deixo de cometer os mesmos erros, expurgo da minha vida todas as mentiras, o abandono, o abuso. Elas definitivamente me libertam de todo engano, por isso todas as noites não deixo de dizer:
- Oh, mestre fazei que eu procure mais consolar que ser consolada
Compreender que ser compreendida
Amar que ser amada
Pois é dando que se recebe
É perdoando que sou perdoada
E é morrendo que se vive para a vida eterna... Graças a Deus.

Quando não ouvi meu coração, que o tempo inteiro me sinalizava que algo estava errado, abri brechas, baixei meu padrão e permiti a visita da dor. Atraí para minha vida tais acontecimentos. Se funcionou dessa forma, esse é um sinal que sou responsável por tudo àquilo que penso, que sinto, que acredito. Então penso, sei, quero, consigo, sou e visualizo-me FELIZ e pronto!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Conviver é Preciso


Viver em conjunto é com certeza a mais difícil ciência, mas o mais interessante é o quanto precisamos desse intercâmbio. Estamos biológica e espiritualmente condicionados a essa máxima da lei.
Quando nos isolamos nossa vida perde o sentido. A base da vida é a constante troca, recebemos do próximo algo que não temos e doamos o que neles foi negado pela natureza. Isso é o manifesto DIVINO para desenvolvermos o Amor que já habita na nossa Alma.
A convivência nos transforma com o exercício da fraternidade e entrosamento das qualidades mútuas. O aprimoramento humano contribui socialmente através dos lares, bairros, cidades, estados, toda uma nação, O PLANETA – em processo de evolução.
Quando não respeitamos os direitos dos que convivem conosco em nosso próprio lar, rompemos a nossa própria paz. Palavras desagradáveis e silêncio que desaponta não estão em conformidade com o bom senso que equilibra a alma.
A felicidade depende de uma cadeia: Compreensão que gera CARIDADE e caridade que gera AMOR.
Quando vivemos em amor nossa existência faz diferença, passamos a ter luz própria. Somos responsáveis por tudo àquilo que nos atrai e ao que somos atraídos, aprendemos muito mais sobre o amor em toda sua plenitude através da convivência.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O Correto é Ser Honesto


Em uma manhã comum no início da semana, acordei e fiz tudo que todos os dias costumo fazer antes de sair para trabalhar. Procuro cercar-me de todos os cuidados que uma mãe zelosa possui. Cuido para que fiquem seguros e tranqüilos. Não deixo também de olhar no espelho e afirmar:
- Hoje eu sou feliz porque eu quero, eu posso e eu consigo!
- Eu sou paz, eu sou amor, eu sou luz!
Assim saio para mais um dia de trabalho GRAÇAS A DEUS. No caminho penso em meus projetos, em novos temas para os próximos textos, nas dificuldades já vencidas e superadas. A cada pensamento agradeço a Deus e aos amigos espirituais. Ah, como é bom contar com a companhia de tão abnegados companheiros!
Mas, naquela manhã comum como comecei a contar no início, descendo as escadas da passarela em plena Praça Onze, quase que piso em um aparelho de celular. Ao pegá-lo, olhei em volta para ver se alguém estava procurando por ele. As pessoas passavam apressadas, não pareciam dar falta de absolutamente nada. Coloquei-o na bolsa e entrei na empresa. Que sensação desagradável! Sentia-me inquieta e preocupada, pois se fosse eu que tivesse perdido estaria triste. Contei para duas colegas de trabalho que de imediato disseram:
- Calma, você só achou, se ninguém reclamar a falta fica pra você. Achado não é roubado.
O dia passou, fui pra casa e ninguém ligou. Era um aparelho moderno, com câmera e meus dois filhos vislumbraram a possibilidade de ficar com ele. Aliás, chegaram a colocar em pauta qual dos dois seria o novo dono.
- Mãe, se não ligaram até agora não vão ligar mais. Pôxa, deixa ficar com a gente!
Eu logo vi uma ótima oportunidade para na prática, dar um bom exemplo aos meus dois amados filhos. Quando já estávamos todos em casa reunidos, depois de conversar sobre o assunto com as crianças, ou melhor, de usar a situação como uma lição de casa para os dois jovenzinhos, o telefone tocou e era a mãe do rapaz que perdeu o celular.
No dia seguinte bem cedo, conforme o combinado, encontrei com a mãe do rapaz em frente à empresa que trabalho para entregar o aparelho. Eis que um rosto iluminado abriu um belo sorriso e os braços em um gesto de agradecimento. Trocamos telefone e e-mail. Sinceramente foi prazeroso, porém, acho que cumpri uma obrigação com aquela senhora, com o filho dela, com meus filhos e comigo. Não fiz nenhum favor.
Quando a Sra. Celimar ligou para o celular perdido, o mesmo tocou e foi devolvido ao seu único dono. Muitas vezes, pessoas perdem a vergonha na cara, a moral, a ética e não escutam seu próprio coração e a voz da consciência tocando como o telefone do filho da Sra. Celimar, nos sinalizando que o que vale na vida são as boas atitudes e pensamentos de refazimento moral, que edificam o SER. Tomar a atitude correta é o único caminho para as verdadeiras conquistas. ATITUDE É TUDO! Quando nos determinamos a fazer o correto em todas as áreas da nossa vida modificamos padrões e atraímos acontecimentos e pessoas que nos motivam cada vez mais.
Conheço uma pessoa que foi assaltada e levaram a sua bolsa com muitos pertences, incluindo o celular. Quando ela ligou na tentativa de recuperar pelo menos os documentos, do outro lado uma voz disse assim:
- Perdeu!
Eu é que não podia perder essa oportunidade de conhecer a Sra. Celimar, de mostrar aos meus filhos que temos que cumprir o nosso papel nesse mundinho em que pessoas tão facilmente passam outras para trás...

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Vivemos em um Planeta já em fase de REGENERAÇÃO...



Gosto de parar para pensar na atual condição do nosso Planeta, em fase de transição e cheinho de oportunidades.
Planeta Terra – Planeta já em fase de regeneração. Estamos aqui por nossas imperfeições. Depende de nós essa transição planetária, da nossa reforma íntima diante das nossas PROVAS por nós escolhidas antes de renascermos (reencarnarmos) e das EXPIAÇÕES impostas por vontade Divina em prol do nosso reajuste.
Deus com sua infinita bondade concede ao homem a faculdade da reparação e não condena irrevogavelmente.
Nem todo sofrimento suportado neste mundo é necessariamente uma falta determinada, são freqüentemente simples provas escolhidas pelo Espírito para acabar sua depuração e apressar seu adiantamento.
A expiação serve sempre de prova, mas nem toda prova é expiação. O que é perfeito não tem necessidade de ser provado. Onde há prova e ou expiação é sinal de que há imperfeição. O sofrimento sem lamentações pode sem dúvida, ser uma expiação, mas é o indício de que ele foi antes escolhido voluntariamente do que imposto, e a prova de uma forte resolução, o que é um sinal de progresso.
Com a pluralidade das existências os Espíritos se despojam pouco a pouco de suas imperfeições. Quando bem suportadas, as provas da vida adiantam, como expiações elas apagam as faltas e purificam.
Limpamos nossas chagas e somos curados através das provas por nós mesmo escolhidas e das expiações impostas. Depende de nós tornarmos o sofrimento proveitoso e edificante.
É, quando penso na atual condição do nosso Planeta, vejo que tudo depende de nós.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A Inveja




Sentimento pequeno que corrói lentamente quem dela vive. O invejoso é aquele que não se basta e tem a certeza que seria mais feliz com aquilo que não é dele, que pertence ao outro. Conheço muita gente que queria ter o marido de alguém, o talento, a criatividade. Sem contar com os dotes físicos e coisas materiais. Vivem agoniados, perseguem suas vítimas. Sim, suas vítimas. Vítimas do veneno mental, verbal e de toda essa magia que se plasma ao redor de quem o recebe. Esse é um clássico caso de obsessão entre encarnados. Lastimável e real.
O invejoso é vítima de si próprio, vive um interminável desgaste de auto-obsessão. Falo da inveja grave, do grande problema de quem não reconhece o quanto precisa de uma cura poderosa.
Reconhecer os pontos fracos e trabalhar para superá-los é uma experiência enriquecedora e altamente construtiva, embora essa atitude cause inveja, vale a pena.
Tenho percebido que a ciência, a medicina, a tecnologia e outros setores crescem a cada dia, mas o ser-humano parece não evoluir na mesma proporção. Os meios de comunicação cresceram em massa, com isso encontrar, reencontrar e fazer novos amigos tem sido mágico. Porém tornamo-nos algozes de alguns invejosos que tem utilizado esses meios para vomitarem seus despeitos, suas insatisfações com nossas conquistas, sua quase que incurável inveja. Criam perfis, clones e começam um joguinho de calúnias e difamações desabafando com injúrias seus conflitos, insucessos e frustrações. Comportam-se como pessoas que se fossem trabalhar em um circo jamais seriam palhaços e sim paquidermes ensaiados.
Hoje em dia temos muitos meios para trabalhar questões internas mal resolvidas, até mesmo para quem não tem recursos financeiros. Universidades disponibilizam seus alunos em estágios monitorados por professores altamente capacitados, tratamentos holísticos, espirituais, com florais, reiki... basta querer sair dessa tripe e conquistar o próprio espaço, reconhecer os próprios talentos, encontrar o SEU parceiro, fazer amigos verdadeiros, escrever sua própria história, sair de uma eterna fuga, parar de culpar o outro por estar como e onde está.
Sempre sentimos o que é nosso de fato e direito. O invejoso fica desiludido porque quis criar a ilusão. Quando assumimos nossa real personalidade atraímos pessoas que vão nos amar e admirar como somos. Fingir que somos alguém que desejaríamos ser vai nos colocar em situações embaraçosas e desnecessárias. Por esse motivo o invejoso sofre, quer ser e ter o que não é real. Alguns recolhem-se e tomam a consciência da necessidade de mudança de padrões, outros viram insensatos perseguidores espalhando suas pragas que assolam a humanidade.
Orar e vigiar sempre é o melhor remédio para os invejosos e invejados. Usar os meios de comunicação com sabedoria é obrigação de cada um de nós e arte para bem poucos.

A Grandeza do Ser


Diante dos últimos acontecimentos a única certeza que me ocorre nesse momento é que sou “Mutante”. Vivo em contínua transformação. Essa é a parte mais interessante da vida. Reagir de forma diferente, aprimorar atitudes, filtrar pensamentos, modificar velhos padrões, crescer com as adversidades, não cometer os mesmos erros, mergulhar fundo em prol de uma reforma íntima e moral. Caminhar em direção a totalidade do “Ser”, faz à existência nesse planeta valer à pena.
Considero abusivo estacionar diante da grandeza do “Ser”, é desperdiçar a vida e negar a Essência Divina que habita em cada um de nós. 
Sou livre para modificar em mim tudo aquilo que já não serve mais, crenças, costumes, apegos, atitudes. Hoje sou bem melhor que em qualquer outro momento do passado, sou mais segura, mais confiante, minha intuição aflorou à medida que passei a confiar mais em mim, no que sinto e no que vejo. Porém, diante do que está por vir “sou ainda” pequena muda querendo desabrochar, crescer, florescer...
Carrego na bagagem meus ideais, mas confesso que muitos deles foram modificados, uns padronizados e outros otimizados. Procurei administrar meus conflitos para então, superá-los. Aprendi a deixar o “Estar” para “Ser”. Descobri assim grandezas inesperadas no meu “Ser” para quem só conhecia o “Estar”. Tive um encontro inenarrável comigo mesma. Foi aí que senti o quanto posso fazer acontecer, o quanto posso acrescentar, multiplicar, modificar.
Como um MUTANTE descobrindo a grandeza do dom da vida, da sutileza de “Ser” a Essência Divina habitando em um planeta cheinho de oportunidades para desenvolver e resgatar todo o meu potencial. E o melhor de tudo isso é tocar corações e vidas com minha pequena obra ou até mesmo arte. "A Arte de Viver", sem medo, sem garras, sem mentiras. Reunindo o que há de melhor em mim para “Ser” e desfazendo tudo que não era bom, abstraindo, desprendendo-me, desapegando... para deixar de “Estar”.
Sempre vale à pena reconhecer nosso real valor e doar tudo aquilo que verdadeiramente nos edificou. A verdadeira GRANDEZA DO SER está ligada a tenuíssimos fios ao “Amor Incondicional” por nós mesmos, por Deus, pela vida.
Viver é uma bela arte, nós escolhemos com quem, onde e como contracenar. Atuar no palco da vida terrena e deixar uma mensagem que possa servir de exemplo, referência e apoio é infinitamente mais importante que focar à atenção aos refletores.
Viver nossa própria vida, nos segurarmos em nós mesmos é uma decisão, uma determinação, que ninguém pode realizar em nosso lugar ou nos impedir de realizar.