Criei esse espaço para colocar “Algumas páginas da Minha Vida”, do meu verdadeiro “Eu”, dos pontos vulneráveis na breve passagem nessa existência, da minha personalidade intensa e profunda. Aqui descrevo minha verdadeira essência sem garras, sem medo, sem vaidade, desnudo minha alma, vivencio uma experiência mais espiritual com a intuição e percepção à flor da pele.

Nada te posso garantir - eu sou a única prova de mim...
Clarice Lispector

Amigos & leitores mais que especiais

terça-feira, 30 de março de 2010

O amor é a dois corações


Acredito no amor como base da vida e como algo recíproco. 
Não dá pra amar por dois. O amor é a dois corações.
Só atraímos uma relação baseada no amor quando estamos bem, quando nos amamos.
Não escolhemos a quem amar, por vezes traçamos um perfil ideal.  
Mas o amor é, acontece, flui, cria clima, química e daí descobrimos uma série de afinidades. 
As diferenças?
Ah, elas nos fazem crescer, amadurecer alguns pontos, trabalhar a tolerância, a paciência, a persistência!
Nada é colorido o tempo todo, nada é de graça, tudo requer dedicação e trabalho.
Principalmente uma relação a dois.


quinta-feira, 25 de março de 2010

Acontecia o acidente - dentro de mim


Em alguns momentos da minha existência precisei trabalhar e modificar uma série de coisas dentro de mim. Padrões de comportamento, algumas inseguranças que ainda existiam... havia muito a resignificar.
Fiz uma faxina, dei uma geral. Precisava de movimento e fé raciocinada. Não aceito outro resultado que não seja a felicidade e a leveza do ser. Ser eu mesma. 
Percebi que não preciso buscar nada fora de mim. Meu destino escolho diariamente. 
Nasci em um lar espírita, fui presenteada por Deus com uma avó (médium) maravilhosa, sábia, humilde e resignada. Ela não pregava o evangelho, Cristo, religião. Vivia o evangelho. E, com certeza não era um presente exclusivo, ela era o ponto de equilíbrio de toda família. A matriarca.
Aos 18 anos, entre um Titanic e outro, comecei a estudar a doutrina. Tudo que lia parecia tão natural, familiar. Era o começo do meu despertar. Passei a compreender alguns acontecimentos. Em 1992, já com 22 anos, conheci o Lar de Frei Luiz (também chamado de Mini Cidade do Amor) e tão nobre trabalho de caridade e amor realizado na Boiúna. Foi um momento ímpar na minha vida. Grande escola!
Em meados de 1994, na mesma semana da vitória do Brasil, perdi a visão em um acidente de carro. Só perdi a visão, não perdi a vida. Preso as ferragens do carro, meu filho foi resgatado apenas com pequeno corte na testa. Nada material sobrou daquele dramático e abençoado acidente. No hospital fui levada ao centro cirúrgico pra retirarem à córnea. Levei mais de 300 pontos em toda face. A cada ponto uma prece e a súplica por alguém da família.
Era madrugada, eu já não sabia onde estava meu filho e ainda não tinha noção que o sangue que cobriu todo rostinho dele era meu. Nada aconteceu a ele e ao pai que estava dirigindo.
Confesso que ao ouvir a conversa dos cirurgiões a respeito da córnea, tremi de medo, de dor, dor na alma. Aquilo podia ser só um pesadelo. Mas não era, era real. Chamei por minha avó e minha prima, alguém tinha que me ouvir. Acho que sou muito querida mesmo pelo plano espiritual. Nossos pensamentos intercruzaram pelo universo. Todos os átomos se interligaram e minha avó e minha prima onde estavam viram tudo. Minha prima visualizou até a roupa que eu estava. Alguns momentos depois, já em preparo pra tão dramática cirurgia, minha madrinha chegou ao hospital e impediu tal procedimento, solicitando minha transferência. Ela é mesmo minha sempre Fada Madrinha!
Em outro hospital, passei por três cirurgias, nada felizes e bastante dolorosas, mas não retirei à córnea. Minha madrinha teve o cuidado de não permitir que ninguém falasse como estava meu rosto. Longos dias e noites seguiam. Eu afirmava que ia voltar a enxergar. Tinha verdadeira certeza disso. Só pedi uma ligação pro Carlos Vereza, amigo e irmão na Mini Cidade do Amor, que foi tão presente naquele momento. Naquela ocasião realizávamos um trabalho com ele no Lar de Frei luiz. Ele solicitou que me levassem pra lá de qualquer maneira, ainda que fosse de maca.
Minha recuperação acontecia como mágica. Comecei o tratamento na Mini Cidade do Amor. Inicialmente com Dr Bezerra de Menezes - era um preparo para ser atendida pelo Dr Frederick Von Stein. - Foi um dos momentos mais importantes dessa minha breve passagem por aqui. Se eu estava ali era por amor, misericórdia, compaixão e caridade de amigos encarnados e desencarnados. Fui muito abençoada. Recuperei a visão.
Nunca fiz nenhuma cirurgia plástica, segui a risca o tratamento com a fórmula da rosa mosqueta receitada pelo Cirurgião plástico Dr. Patrick (médico uruguaio de passagem pelo Brasil). Ele cuidou do meu rosto com tanto carinho e competência que fez toda diferença. Me aconselhou a não fazer plástica e tão pouco a cirurgia pra retirar o caco de vidro que tenho até hoje no olho esquerdo. Quando pude visualizar meu rosto, que até então só o percebia pelo tato, apaguei aquela imagem no mesmo momento, passando a me olhar no espelho como eu era antes. Não evitei o espelho, ao contrário, pratiquei vários exercícios na frente dele, até os mais dolorosos, no mínimo seis vezes ao dia, por longos meses.
Esse meu breve relato do acidente, da visão perdida e minha feliz experiência com os abnegados amigos espirituais não é pra converter ninguém à doutrina e tão pouco pra provar um milagre. Não acredito em milagre e a doutrina espírita não é religião, é filosofia de vida. Acredito em doação, merecimento, desprendimento, oportunidade, cirurgia moral.
Por vezes nossa visão fica turva diante da vida, de acontecimentos ou pessoas que nos decepcionam. Nossos sonhos escorrem por nossas mãos como ratinhos, tudo acontece lá fora, mas aqui dentro nada acontece. Traçamos metas que não alcançamos (talvez porque estavam além dos nossos limites), não recebemos o amor que merecemos, não vivemos o romance que idealizamos. E por aí vai. Enxergamos cada vez menos.
Naquele momento do acidente, fui resiliênte, tive visão de águia, fui determinada, minha fé moveu todo o processo. Recebi o que estava pronta pra receber, socorro, auxílio, compaixão e de volta minha visão.
Segui longo caminho e sofri outros acidentes (de percurso) por conta das minhas escolhas. Em muitos momentos não resignifiquei, me neguei a acessar alguns códigos da inteligência, perdi a visão interior.
Não basta ser boa, caridosa, honesta, amar o próximo. Tem que ter amor próprio, fé em si, trabalhar o autoconhecimento, a reforma íntima. Tem que ser gestor do intelecto, autocrítico, resiliênte, altruísta, debater ideias, ter carisma, intuição criativa e ser gestor da emoção.
O carro do acidente era meu, mas eu não o estava dirigindo. Por vezes me perguntei se aconteceria o acidente se fosse eu na direção. Cada vez mais tenho a certeza que ainda que eu dirigisse naquele dia e não acontecesse o acidente, com certeza seria em outro momento. Naquela ocasião eu me negava ‘inconsciente’ a dirigir a minha vida. Atraí o acidente que já acontecia dentro de mim.


Esse foi o meu momento de transição. Recuperei a visão interior, resgatei o meu amor, me perdoei pela estrada errada que segui. E tudo mais veio e vem de acréscimo. Paguei a dívida que tinha comigo mesma. 
Quando não realizamos o trabalho de casa, dentro de nós, ninguém pode nos ajudar. Atraímos o que vibramos, o que acreditamos e o que pensamos. 
Estou atenta as minhas emoções, ao que sinto, quero, penso, falo e escolho.
A estrada errada que segui, foi a mais tortuosa, silenciosa e traiçoeira. Fiz o que queriam, não fiz o que eu desejava, o que era capaz de fazer. Por isso parei de dirigir. Talvez de dirigir minha própria vida. Senti medo e permiti que tirassem proveito da minha insegurança. Foi como abrir mão da minha liberdade, me afastei do meus valores.
Me preparei pra sair com cuidado, fazer curvas, acelerar, frear, estacionar, segui meu caminho, a minha própria estrada.

Hoje sou feliz, leve, dona da minha história, da minha visão e dos outros seis sentidos (inclui a intuição criativa). 



Claudia A Ribas

quinta-feira, 18 de março de 2010

Vinho ou Café?

O que há por trás de encontros casuais? Nada é casual, tudo é providencial.
O que fazer? Provar um bom vinho ou apenas esperar um pouco mais pelo saboroso café?
Esperar o momento em que ele está no ponto, prontinho?
Provar o vinho, saboreá-lo, senti-lo é com certeza um delicioso afrodisíaco quando sabemos dosar, quando identificamos a hora de parar.
Já o café é excitante, saboroso, gostoso e não deixa ninguém embriagado, fora de sí.
Café, Por vezes tão necessário...
Assim são os romances em nossas vidas, uns como o vinho, poucos como o café. 
O vinho é a paixão, o café é o amor.
O vinho é o tesão, o sexo, a pegada.
O café é o "amor", o toque, a carícia, a penetração mais profunda, aquela que vai além do corpo físico, que penetra nossa alma.
O vinho é o orgasmo, o café é o prazer do orgasmo múltiplo, do êxtase.
O vinho é opção, o café prioridade.
Saborear o vinho pode ser bom no meio tempo de preparação pro café.
Sem a ressaca do vinho, valorizamos  quando sentimos a delícia do café no ponto, quentinho, fresquinho, feito com exclusividade.
Mas todos os encontros são necessários, principalmente quando bem vividos, bem resolvidos, bem compreendidos.
O que você está tomando? Vinho ou café?


terça-feira, 16 de março de 2010

A Fé


 Disse o Apóstolo Paulo:
Fides est substantia sperandorum rerum.

O que significa: 

A Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam,
é a prova das coisas que não se vêem.


Na vida tudo passa...
A infância passa,
A adolescência passa...
A inocência passa,
Expectativas, dissabores...
Namorados, paixões, amores, amigos, entes queridos...

As decepções acontecem, mas passam...
Momentos felizes passam...
Mágoas, dores, desilusões, traições...
Risos, curiosidades, dificuldades... Tudo passa.
O importante é viver cada momento com fé.
Fé em Deus, na vida, em si... Fé raciocinada.