Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada.
Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos
e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.
Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.
Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer.
Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.
Clarice Lispector
Adoro a Clarice!
Confesso que fiz esforços inúteis.
Já escrevi sobre o amor em muitos aspectos. A certeza que tenho é que: O amor simplesmente é.
Sem a menor força ele acontece e cura todas as feridas.
Nos pega de surpresa. Ele é a dinâmica da vida.
As pessoas que não amam adoecem, provam o amargo da vida.
Lendo sobre a medicina tradicional chinesa descobri que a DIABETES acontece quando o doce da vida termina.
Isso quando nessa ou em outra vida a pessoa desiste de vivenciar o amor. Cito esse exemplo para justificar as que já nasceram diabéticas.
Então, amem, amem muito para manter as taxas de glicose em equilíbrio.
Sabe quando eu vou desistir do amor? Nunquinhaaaaaaaaaa.
Jogar o amor pro universo é sábio, tudo que jogamos pro universo retorna.
Muitas vezes apostamos na relação errada, em pessoas inadequadas que estudam nossa fragilidade para nos pegar no ponto fraco.
Mas isso não quer dizer que o amor não vale a pena.
Não consigo imaginar minha vida sem amor e não me culpo pelos erros que cometi dedicando meu precioso tempo a quem não merecia.
Com certeza deixei mensagens que jamais serão esquecidas, deixei sementes, nutri.
Enquanto o amor não vem vivenciei relações de meio tempo, preparando-me para o dia mais feliz da minha vida: "O dia que o amor vai chegar".
Vivi um dia de cada vez, chorei muito, usei band-aid quando na realidade deveria tomar pontos, muitos pontos, boicotei a mim mesma permitindo ser convencida que era a culpada pelo fim.
Mas sou determinada, olhei no espelho, me encarei e falei:
- Eu não desisto de mim, não desisto do amor, não desisto de ser feliz.
- Ah, corta essa de que todos os homens não prestam! Generalizar é pobreza de espírito.
- Tenho amigos homens, homens dignos, espiritualizados, honestos, verdadeiros.
Viver vale a pena! Correr riscos faz parte do aprendizado. As pessoas que entram e saem da nossa vida não chegam com manual de instrução.
Não existe essa de destino fechado. Eu mesma vivi a crença que quando o homem da minha vida me encontrasse íamos ser felizes para todo o sempre.
Mas nada na vida é definitivo, as pessoas tem livre - arbítrio. Encontros marcados existem sim, mas até esses são adiados, protelados, ficam em stand bay até que ambos estejam prontos para uma comunhão. Aí, por mais que cause dor em uma das partes, outra relação acontece, novo ciclo inicia, pessoas interessantes atravessam nosso caminho. E, a vida continua...
Existe vida após a morte de uma relação.