Criei esse espaço para colocar “Algumas páginas da Minha Vida”, do meu verdadeiro “Eu”, dos pontos vulneráveis na breve passagem nessa existência, da minha personalidade intensa e profunda. Aqui descrevo minha verdadeira essência sem garras, sem medo, sem vaidade, desnudo minha alma, vivencio uma experiência mais espiritual com a intuição e percepção à flor da pele.

Nada te posso garantir - eu sou a única prova de mim...
Clarice Lispector

Amigos & leitores mais que especiais

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Quero um amor...


Quero ser surpreendida com rosas vermelhas, lírios, orquídeas, copo de leite, girassóis.
Ah, girassóis! Irradiam força.
Quero força... a força do amor que tudo transforma, que vitaliza, rejuvenesce.
A força do amor verdadeiro, que não se explica, simplesmente é.
Quero beber dessa fonte, fecunda, profunda, infinita.
Saciar minha sede de paz, de prazer, de cumplicidade e equilíbrio.
Quero surpreender com minha presença, meu toque, meu corpo, meu sabor.
Sem medo do amanhecer, sem tramas, sem rivais.
Viver a plenitude da paz que uma relação de almas trás.
Conversar com o olhar, entender o silêncio, sentir cada palavra com o coração.
Quero que a vida me surpreenda com um amor puro, romântico, apaixonado, intenso, profundo.
Um amor de raiz, com caule, folhas, flores e frutos.
Quero ser eu mesma na relação, falar o que sinto, o que penso, o que desejo, o que preciso, do que não gosto, o que aprecio, com o que sonho. 
Quero um amor para envelhecer sem medo.
Aquele amor de conversas na varanda, passeios de mãos dadas, poesia, música, supermercado, porta retrato, teatro, jantar a luz de velas, violetas na janela...
Amor na madrugada, de segredos, sussurros, fantasias, promessas e planos.
Quero um amor amigo, antigo, atual, simples, tranqüilo.
Amor de Veneza, pra sempre.
Amor, amor, amor...

sábado, 18 de abril de 2009

Coragem


A vida me PEDIU coragem.
Coragem
para viver as dores que amadurecem,
as decepções que enobrecem,
a fechar ciclos para vivenciar os que seguem.
A vida GRITOU aos meus ouvidos que eu tivesse coragem
para vencer os meus limites, os meus impulsos, a minha vaidade.
Coragem
de ser transparente, intensa, profunda, sem agredir ninguém,
de me expor sem me tornar vulgar, com um fim útil,
para tentar, mas não me culpar quando fracassar.
A vida me EXIGIU coragem.
Coragem
para aprender com os meus erros e auxiliar 
com o aprendizado extraído dos meus "próprios" enganos,
para me reconhecer, filha do mundo que me criou,
sem parentes importantes, sem dinheiro no bolso,
para ser mulher, mãe... amparar, acalentar, doar,
tentar reinventar a relação com todas as forças, correndo o risco de não acertar,
para pontuar, interrogar, exclamar e colocar o ponto final.
A vida me SOLICITOU coragem.
Coragem
para sair do status quo,
recomeçar do zero, sem eira nem beira,
para chorar, mas não deixar de cuidar das minhas próprias feridas,
para encarar minhas dores sem me perder,
Para ser excluída de uma sociedade machista, materialista, bizarra, vergonhosa, corrompida.
Coragem, para dar a cara à tapa,
para ser humilhada, mas não esquecer o sorriso na face e ser superior a qualquer hostilidade,
para bater em portas que estão muito bem trancadas e perceber que elas jamais vão abrir,
para gritar, bater pé, não aceitar, dizer não.
A vida tem me ENSINADO a ser corajosa, forte, determinada,
a dar boas risadas quando tudo passa,
a começar tudo novo de novo.
Aprendi que a vida coloca a minha disposição tudo aquilo que mereço.
Nem mais, nem menos, o necessário.
Então, corajosamente vou vivendo...
O meu fundo do poço tem molas. Percebi isso quando tive a coragem de chegar até lá.

"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer". 
Bob Marley