
Em uma manhã comum no início da semana, acordei e fiz tudo que todos os dias costumo fazer antes de sair para trabalhar. Procuro cercar-me de todos os cuidados que uma mãe zelosa possui. Cuido para que fiquem seguros e tranqüilos. Não deixo também de olhar no espelho e afirmar:
- Hoje eu sou feliz porque eu quero, eu posso e eu consigo!
- Eu sou paz, eu sou amor, eu sou luz!
Assim saio para mais um dia de trabalho GRAÇAS A DEUS. No caminho penso em meus projetos, em novos temas para os próximos textos, nas dificuldades já vencidas e superadas. A cada pensamento agradeço a Deus e aos amigos espirituais. Ah, como é bom contar com a companhia de tão abnegados companheiros!
Mas, naquela manhã comum como comecei a contar no início, descendo as escadas da passarela em plena Praça Onze, quase que piso em um aparelho de celular. Ao pegá-lo, olhei em volta para ver se alguém estava procurando por ele. As pessoas passavam apressadas, não pareciam dar falta de absolutamente nada. Coloquei-o na bolsa e entrei na empresa. Que sensação desagradável! Sentia-me inquieta e preocupada, pois se fosse eu que tivesse perdido estaria triste. Contei para duas colegas de trabalho que de imediato disseram:
- Calma, você só achou, se ninguém reclamar a falta fica pra você. Achado não é roubado.
O dia passou, fui pra casa e ninguém ligou. Era um aparelho moderno, com câmera e meus dois filhos vislumbraram a possibilidade de ficar com ele. Aliás, chegaram a colocar em pauta qual dos dois seria o novo dono.
- Mãe, se não ligaram até agora não vão ligar mais. Pôxa, deixa ficar com a gente!
Eu logo vi uma ótima oportunidade para na prática, dar um bom exemplo aos meus dois amados filhos. Quando já estávamos todos em casa reunidos, depois de conversar sobre o assunto com as crianças, ou melhor, de usar a situação como uma lição de casa para os dois jovenzinhos, o telefone tocou e era a mãe do rapaz que perdeu o celular.
No dia seguinte bem cedo, conforme o combinado, encontrei com a mãe do rapaz em frente à empresa que trabalho para entregar o aparelho. Eis que um rosto iluminado abriu um belo sorriso e os braços em um gesto de agradecimento. Trocamos telefone e e-mail. Sinceramente foi prazeroso, porém, acho que cumpri uma obrigação com aquela senhora, com o filho dela, com meus filhos e comigo. Não fiz nenhum favor.
Quando a Sra. Celimar ligou para o celular perdido, o mesmo tocou e foi devolvido ao seu único dono. Muitas vezes, pessoas perdem a vergonha na cara, a moral, a ética e não escutam seu próprio coração e a voz da consciência tocando como o telefone do filho da Sra. Celimar, nos sinalizando que o que vale na vida são as boas atitudes e pensamentos de refazimento moral, que edificam o SER. Tomar a atitude correta é o único caminho para as verdadeiras conquistas. ATITUDE É TUDO! Quando nos determinamos a fazer o correto em todas as áreas da nossa vida modificamos padrões e atraímos acontecimentos e pessoas que nos motivam cada vez mais.
Conheço uma pessoa que foi assaltada e levaram a sua bolsa com muitos pertences, incluindo o celular. Quando ela ligou na tentativa de recuperar pelo menos os documentos, do outro lado uma voz disse assim:
- Perdeu!
Eu é que não podia perder essa oportunidade de conhecer a Sra. Celimar, de mostrar aos meus filhos que temos que cumprir o nosso papel nesse mundinho em que pessoas tão facilmente passam outras para trás...































