Criei esse espaço para colocar “Algumas páginas da Minha Vida”, do meu verdadeiro “Eu”, dos pontos vulneráveis na breve passagem nessa existência, da minha personalidade intensa e profunda. Aqui descrevo minha verdadeira essência sem garras, sem medo, sem vaidade, desnudo minha alma, vivencio uma experiência mais espiritual com a intuição e percepção à flor da pele.

Nada te posso garantir - eu sou a única prova de mim...
Clarice Lispector

Amigos & leitores mais que especiais

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O Correto é Ser Honesto


Em uma manhã comum no início da semana, acordei e fiz tudo que todos os dias costumo fazer antes de sair para trabalhar. Procuro cercar-me de todos os cuidados que uma mãe zelosa possui. Cuido para que fiquem seguros e tranqüilos. Não deixo também de olhar no espelho e afirmar:
- Hoje eu sou feliz porque eu quero, eu posso e eu consigo!
- Eu sou paz, eu sou amor, eu sou luz!
Assim saio para mais um dia de trabalho GRAÇAS A DEUS. No caminho penso em meus projetos, em novos temas para os próximos textos, nas dificuldades já vencidas e superadas. A cada pensamento agradeço a Deus e aos amigos espirituais. Ah, como é bom contar com a companhia de tão abnegados companheiros!
Mas, naquela manhã comum como comecei a contar no início, descendo as escadas da passarela em plena Praça Onze, quase que piso em um aparelho de celular. Ao pegá-lo, olhei em volta para ver se alguém estava procurando por ele. As pessoas passavam apressadas, não pareciam dar falta de absolutamente nada. Coloquei-o na bolsa e entrei na empresa. Que sensação desagradável! Sentia-me inquieta e preocupada, pois se fosse eu que tivesse perdido estaria triste. Contei para duas colegas de trabalho que de imediato disseram:
- Calma, você só achou, se ninguém reclamar a falta fica pra você. Achado não é roubado.
O dia passou, fui pra casa e ninguém ligou. Era um aparelho moderno, com câmera e meus dois filhos vislumbraram a possibilidade de ficar com ele. Aliás, chegaram a colocar em pauta qual dos dois seria o novo dono.
- Mãe, se não ligaram até agora não vão ligar mais. Pôxa, deixa ficar com a gente!
Eu logo vi uma ótima oportunidade para na prática, dar um bom exemplo aos meus dois amados filhos. Quando já estávamos todos em casa reunidos, depois de conversar sobre o assunto com as crianças, ou melhor, de usar a situação como uma lição de casa para os dois jovenzinhos, o telefone tocou e era a mãe do rapaz que perdeu o celular.
No dia seguinte bem cedo, conforme o combinado, encontrei com a mãe do rapaz em frente à empresa que trabalho para entregar o aparelho. Eis que um rosto iluminado abriu um belo sorriso e os braços em um gesto de agradecimento. Trocamos telefone e e-mail. Sinceramente foi prazeroso, porém, acho que cumpri uma obrigação com aquela senhora, com o filho dela, com meus filhos e comigo. Não fiz nenhum favor.
Quando a Sra. Celimar ligou para o celular perdido, o mesmo tocou e foi devolvido ao seu único dono. Muitas vezes, pessoas perdem a vergonha na cara, a moral, a ética e não escutam seu próprio coração e a voz da consciência tocando como o telefone do filho da Sra. Celimar, nos sinalizando que o que vale na vida são as boas atitudes e pensamentos de refazimento moral, que edificam o SER. Tomar a atitude correta é o único caminho para as verdadeiras conquistas. ATITUDE É TUDO! Quando nos determinamos a fazer o correto em todas as áreas da nossa vida modificamos padrões e atraímos acontecimentos e pessoas que nos motivam cada vez mais.
Conheço uma pessoa que foi assaltada e levaram a sua bolsa com muitos pertences, incluindo o celular. Quando ela ligou na tentativa de recuperar pelo menos os documentos, do outro lado uma voz disse assim:
- Perdeu!
Eu é que não podia perder essa oportunidade de conhecer a Sra. Celimar, de mostrar aos meus filhos que temos que cumprir o nosso papel nesse mundinho em que pessoas tão facilmente passam outras para trás...

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Vivemos em um Planeta já em fase de REGENERAÇÃO...



Gosto de parar para pensar na atual condição do nosso Planeta, em fase de transição e cheinho de oportunidades.
Planeta Terra – Planeta já em fase de regeneração. Estamos aqui por nossas imperfeições. Depende de nós essa transição planetária, da nossa reforma íntima diante das nossas PROVAS por nós escolhidas antes de renascermos (reencarnarmos) e das EXPIAÇÕES impostas por vontade Divina em prol do nosso reajuste.
Deus com sua infinita bondade concede ao homem a faculdade da reparação e não condena irrevogavelmente.
Nem todo sofrimento suportado neste mundo é necessariamente uma falta determinada, são freqüentemente simples provas escolhidas pelo Espírito para acabar sua depuração e apressar seu adiantamento.
A expiação serve sempre de prova, mas nem toda prova é expiação. O que é perfeito não tem necessidade de ser provado. Onde há prova e ou expiação é sinal de que há imperfeição. O sofrimento sem lamentações pode sem dúvida, ser uma expiação, mas é o indício de que ele foi antes escolhido voluntariamente do que imposto, e a prova de uma forte resolução, o que é um sinal de progresso.
Com a pluralidade das existências os Espíritos se despojam pouco a pouco de suas imperfeições. Quando bem suportadas, as provas da vida adiantam, como expiações elas apagam as faltas e purificam.
Limpamos nossas chagas e somos curados através das provas por nós mesmo escolhidas e das expiações impostas. Depende de nós tornarmos o sofrimento proveitoso e edificante.
É, quando penso na atual condição do nosso Planeta, vejo que tudo depende de nós.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A Inveja




Sentimento pequeno que corrói lentamente quem dela vive. O invejoso é aquele que não se basta e tem a certeza que seria mais feliz com aquilo que não é dele, que pertence ao outro. Conheço muita gente que queria ter o marido de alguém, o talento, a criatividade. Sem contar com os dotes físicos e coisas materiais. Vivem agoniados, perseguem suas vítimas. Sim, suas vítimas. Vítimas do veneno mental, verbal e de toda essa magia que se plasma ao redor de quem o recebe. Esse é um clássico caso de obsessão entre encarnados. Lastimável e real.
O invejoso é vítima de si próprio, vive um interminável desgaste de auto-obsessão. Falo da inveja grave, do grande problema de quem não reconhece o quanto precisa de uma cura poderosa.
Reconhecer os pontos fracos e trabalhar para superá-los é uma experiência enriquecedora e altamente construtiva, embora essa atitude cause inveja, vale a pena.
Tenho percebido que a ciência, a medicina, a tecnologia e outros setores crescem a cada dia, mas o ser-humano parece não evoluir na mesma proporção. Os meios de comunicação cresceram em massa, com isso encontrar, reencontrar e fazer novos amigos tem sido mágico. Porém tornamo-nos algozes de alguns invejosos que tem utilizado esses meios para vomitarem seus despeitos, suas insatisfações com nossas conquistas, sua quase que incurável inveja. Criam perfis, clones e começam um joguinho de calúnias e difamações desabafando com injúrias seus conflitos, insucessos e frustrações. Comportam-se como pessoas que se fossem trabalhar em um circo jamais seriam palhaços e sim paquidermes ensaiados.
Hoje em dia temos muitos meios para trabalhar questões internas mal resolvidas, até mesmo para quem não tem recursos financeiros. Universidades disponibilizam seus alunos em estágios monitorados por professores altamente capacitados, tratamentos holísticos, espirituais, com florais, reiki... basta querer sair dessa tripe e conquistar o próprio espaço, reconhecer os próprios talentos, encontrar o SEU parceiro, fazer amigos verdadeiros, escrever sua própria história, sair de uma eterna fuga, parar de culpar o outro por estar como e onde está.
Sempre sentimos o que é nosso de fato e direito. O invejoso fica desiludido porque quis criar a ilusão. Quando assumimos nossa real personalidade atraímos pessoas que vão nos amar e admirar como somos. Fingir que somos alguém que desejaríamos ser vai nos colocar em situações embaraçosas e desnecessárias. Por esse motivo o invejoso sofre, quer ser e ter o que não é real. Alguns recolhem-se e tomam a consciência da necessidade de mudança de padrões, outros viram insensatos perseguidores espalhando suas pragas que assolam a humanidade.
Orar e vigiar sempre é o melhor remédio para os invejosos e invejados. Usar os meios de comunicação com sabedoria é obrigação de cada um de nós e arte para bem poucos.

A Grandeza do Ser


Diante dos últimos acontecimentos a única certeza que me ocorre nesse momento é que sou “Mutante”. Vivo em contínua transformação. Essa é a parte mais interessante da vida. Reagir de forma diferente, aprimorar atitudes, filtrar pensamentos, modificar velhos padrões, crescer com as adversidades, não cometer os mesmos erros, mergulhar fundo em prol de uma reforma íntima e moral. Caminhar em direção a totalidade do “Ser”, faz à existência nesse planeta valer à pena.
Considero abusivo estacionar diante da grandeza do “Ser”, é desperdiçar a vida e negar a Essência Divina que habita em cada um de nós. 
Sou livre para modificar em mim tudo aquilo que já não serve mais, crenças, costumes, apegos, atitudes. Hoje sou bem melhor que em qualquer outro momento do passado, sou mais segura, mais confiante, minha intuição aflorou à medida que passei a confiar mais em mim, no que sinto e no que vejo. Porém, diante do que está por vir “sou ainda” pequena muda querendo desabrochar, crescer, florescer...
Carrego na bagagem meus ideais, mas confesso que muitos deles foram modificados, uns padronizados e outros otimizados. Procurei administrar meus conflitos para então, superá-los. Aprendi a deixar o “Estar” para “Ser”. Descobri assim grandezas inesperadas no meu “Ser” para quem só conhecia o “Estar”. Tive um encontro inenarrável comigo mesma. Foi aí que senti o quanto posso fazer acontecer, o quanto posso acrescentar, multiplicar, modificar.
Como um MUTANTE descobrindo a grandeza do dom da vida, da sutileza de “Ser” a Essência Divina habitando em um planeta cheinho de oportunidades para desenvolver e resgatar todo o meu potencial. E o melhor de tudo isso é tocar corações e vidas com minha pequena obra ou até mesmo arte. "A Arte de Viver", sem medo, sem garras, sem mentiras. Reunindo o que há de melhor em mim para “Ser” e desfazendo tudo que não era bom, abstraindo, desprendendo-me, desapegando... para deixar de “Estar”.
Sempre vale à pena reconhecer nosso real valor e doar tudo aquilo que verdadeiramente nos edificou. A verdadeira GRANDEZA DO SER está ligada a tenuíssimos fios ao “Amor Incondicional” por nós mesmos, por Deus, pela vida.
Viver é uma bela arte, nós escolhemos com quem, onde e como contracenar. Atuar no palco da vida terrena e deixar uma mensagem que possa servir de exemplo, referência e apoio é infinitamente mais importante que focar à atenção aos refletores.
Viver nossa própria vida, nos segurarmos em nós mesmos é uma decisão, uma determinação, que ninguém pode realizar em nosso lugar ou nos impedir de realizar.

terça-feira, 24 de julho de 2007

A Indulgência


Um sentimento, uma atitude, uma conquista, uma grandeza.
É ver o próximo com amor e compaixão; É encorajar a perseverar, a acreditar na infinita bondade de Deus que tudo vê e considera o menor arrependimento.
Silenciosa e discreta, imbuída de uma crítica particular e construtiva que funciona como propulsor encorajamento cheio de ternura, atraindo, acalmando, reerguendo e consolando.
É fraterna, caridosa, cega para com os defeitos alheios ou muda quando percebidos, não os permitindo serem expostos em detrimento do outro em público.
É um desprendimento da alma a realizar conexão cristã com um dever para com os irmãos “ainda” menos esclarecidos.
É despida de censura, malevolência e observações chocantes. Atitude que motiva, acolhe, abranda, atenua, desculpa.
É a felicidade de amar ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas.

sábado, 7 de julho de 2007

Faça renascer sua Fênix!!!


Quão maravilhada estou!
Recebi da minha amiga uma ligação. Ela quis me descrever em função
das minhas conquistas, o que eu represento pra ela.
Como ela é uma pessoa muito esotérica, estudiosa nos eventos místicos, 
tão carinhosa me descreveu como uma "FÊNIX".
Ela lembrou vários momentos na minha vida. 
Descrevia-me:
Tantas tragédias gregas,
"Tantos The Day Afther",
Tantos Titanics,
após tantas queimadas e
no final eu renascendo das cinzas, cortando o azul celeste em um suaaave vôo.

"Caramba, como uma Fênix"!
Eu só posso entender que estou sempre renascendo, tentando, e você?
Faça renascer sua Fênix!

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Quando o Amor Não é Recíproco


Tenho refletido muito sobre o amor. O amor é a base da vida, deve estar em tudo que realizamos. Mas o que mais tem me deixado indignada é a desonestidade emocional do ser–humano, não só com o parceiro, mas também consigo mesmo. Estar em uma relação sem o prazer da presença do outro é desonesto com os dois. Deixar que o outro adivinhe ou perceba que não estamos felizes é uma atitude covarde, que machuca, abre feridas. Muitas vezes difíceis de cicatrizar.
Somos espíritos trazendo uma enorme bagagem de outras existências, assumimos compromissos e somos responsáveis por tudo que realizamos "OU NÂO". Com a finalidade de resgates através de provas e expiações estamos aqui, mas muitas das vezes fugimos aos nossos compromissos e os adiamos inconsciente ou conscientemente. 
A vida sempre nos mostra através de sinais quais os nossos compromissos e responsabilidades, cabe a cada um de nós observarmos o que a vida está tentando nos ensinar. Somos os únicos responsáveis por nossas carências e inseguranças. Ficamos inseguros quando não nos seguramos em nós mesmos, quando não nos bastamos, quando nossas metas e objetivos não estão traçados como prioridade.
Trazemos a insegurança de outras existências, quando ainda não estamos conectados com a nossa alma. A alma que tem a sensação da segurança porque ela é o sentido da vida. Mas quando o nosso amor comete uma infelicidade, podemos nos sentir traídos, magoados, descartados e nossa auto-estima pode despencar, mas não devemos nunca permitir que nos culpe pelos seus atos inadequados.
Compreendo que amor não condiciona nada, simplesmente é. A paixão tolda a razão. A vida sempre corrige nossos enganos, mas a desilusão é difícil de superar. Quando os problemas se encontram na raiz do relacionamento, acrescentar alguma coisa é como colocar um band-aid em um câncer. Pode até dar a impressão de que as coisas estão melhores, mas um band-aid não cura um câncer.
Nunca acreditei que, mesmo os relacionamentos curtos, são uma perda de tempo. Todos os relacionamentos são o relacionamento que precisamos naquele momento. Tudo o que fazemos em todos os relacionamentos que temos nos prepara para a grande experiência de um amor total e incondicional por nós mesmos e pelos outros e nos aproxima dela. Estamos sendo preparados para algo melhor ou protegido de algo pior. Mas não é por isso que vamos passar nosso tempo de qualquer maneira ou sem nenhuma importância ao lado de alguém. As relações são inegavelmente baseadas em trocas... de afeto, respeito, carinho, compreensão, e não em interesses do ego (que é o eu pro mundo). As relações precisam nos fazer crescer, amadurecer, florescer e não "ADOECER".
Nossa passagem nesse planeta é de máxima importância em diversos aspectos. Ao passo que desenvolvemos nosso autoconhecimento, auto-estima e nos tornamos cada vez mais seguros nossas responsabilidades de encorajamento indulgente é primordial. Realizemos diariamente a indulgência que atrai, reergue ao contrário do ultraje, da omissão, da desonestidade emocional que desencoraja, afasta, magoa. Dar o melhor de nós mesmos é o mínimo que podemos deixar como lembrança.

sábado, 23 de junho de 2007

Traição


A traição tem conexão direta, “Banda Larga” com o orgulho. Vivemos em um mundo competitivo onde associamos a traição com a troca. Quando somos traídos nos sentimos trocados, inferiores e conseqüentemente "na maioria dos casos" tornamo-nos vingativos. Temos a sensação de que com a vingança vamos tirar a dor.
“Se o outro me trocou foi por um objeto melhor. Ele é mal, ele é cruel, um insensível, ele vai ver, vou me vingar...” 
Muitas vezes é até uma atitude inconsciente. A vingança torna-se um conceito de justiça.
A vida me ensinou que quando não nos valorizamos nos traímos e essa é uma forma grave de traição. Nos traímos quando não ouvimos a voz interior. Nos traímos quando permitimos que o outro nos magoe deliberadamente, mesmo sabendo que é hora de recuar.
Criamos todas as circunstâncias da nossa vida e quando nos traímos permitimos que qualquer pessoa nos traia. Somos responsáveis pela desilusão porque criamos a ilusão. Reconheço o quão é complicado na prática aceitar essa máxima. Só não é bacana continuar escondendo de nós mesmos nossos pontos fracos.
Encare a traição de forma coerente, deixe de lado o baixo astral e sinta dentro de você o que é preciso ser modificado. Com certeza quem nos trai tem “ainda” afinidade com a gente, tanto que o traidor também está se traindo. Trair é corromper:
Princípios
Vínculos
Crenças
Laços
Sentimentos...
Quando intuímos que não podemos confiar em determinada pessoa e ainda assim permitimos a passagem ou permanência da mesma em nossa vida, traímos nossa intuição, a voz interior, nosso coração. Essa é uma atitude “também” de quem acredita em culpa e acha que tem que pagar por algo errado que fez.
É incrível como cada um cria sua própria lei!
Quando nosso orgulho é ferido pela traição “na maioria dos casos” dedicamos nosso precioso tempo nos lamuriando ou planejando uma vingança “isso quando não nos vingamos interminavelmente do outro e de nós mesmos”.
Ah, que coisa horrível!
A vingança resgata nosso orgulho ferido, mas não mostra nosso real valor. A vingança faz bem para o nosso ego e o ego nada mais é do que o nosso falso eu, o eu pro mundo.
Permita-se chorar, sentir a dor, descontar no seu colchão, no seu travesseiro, mas por favor, não permita que seja para todo o sempre. Sofra com dignidade que o universo conspira a seu favor. Sentimentos inferiores nos ajudam a uma coisa “adoecer”.
A vida ensina a cada um e nos enquadra diante das nossas necessidades de aprendizado. Melhorar nosso ambiente interno é optar por qualidade de vida. Tudo que retemos causa uma descompensação psicológica. As síndromes e transtornos existem, contém e estão contidas em pessoas que retém sentimentos pequenos e mal – resolvidos no seu interior.
Todos nós estamos suscetíveis a esse tipo de comportamento quando traídos, porém todos nós usufruímos o livre arbítrio “o que nos dá a possibilidade de escolher”: Estacionar com a vingança ou evoluir com o desprendimento.
Eu já escolhi o meu caminho. E você, já escolheu o seu?

Diminuindo o Ritmo


O tempo nos revela tantas coisas, que bom!
Por esse motivo façamos bom uso do nosso tempo, aprendamos a ter certezas "não achar que temos certeza, não sentirmos que temos certeza". Quando diminuímos nosso ritmo e percebemos o que estamos sentindo nossa chance de não cair na armadilha de padrões viciosos é maior.
Vivemos uma vida instantânea, queremos acontecimentos e amores instantâneos, não gostamos de andar devagar. Por esse motivo nos machucamos e nos ferimos. Por muitas vezes antes mesmo que saibamos o sobrenome da pessoa ela já nos feriu. Tudo isso acontece quando não confiamos nos sutis sinais, na nossa intuição, passando por cima de tudo.
Passar algum tempo identificando o que sentimos nos ensina a trabalhar a autoconfiança e nos trás paz. O tempo nos dá oportunidade de nos afastarmos de situações ou pessoas que podem nos machucar.
Dar crédito aos sutis sinais e a nossa intuição é a melhor atitude com nós mesmos, é respeitarmos a nossa individualidade. Só assim obtemos a certeza do que é melhor. Jogar os problemas em cima dos outros é cômodo e fácil demais, porém não conseguimos extrair nenhum aprendizado e tão pouco estabelecer nossas próprias prioridades e responsabilidades.
Nos sentimos bem melhor quando não nos apressamos, quando respeitamos nosso próprio corpo e sentimentos. Às vezes desacelerar ou até mesmo dar marcha à ré e cair fora é o melhor que podemos fazer não só por nós como também para todos os envolvidos. Pena que quase sempre só tomamos consciência disso quando não damos nenhum crédito a nossa intuição ou aos sutis sinais. O remédio mais indicado é um passo de cada vez, sem pressa. Observar o que se passa ao nosso redor e sentir o que há dentro de nós é o caminho. "Nossa intuição nunca nos engana, essa é a máxima do nosso eu material e espiritual".
Só mudamos de etapa ou de ciclo quando adquirimos "experiência e ou maturidade" para dar início a um novo aprendizado.
Do que adianta-nos tanta aceleração? Onde vamos parar correndo tanto? Será mesmo que vamos sair do lugar? Vamos voltar ao mesmo ponto de partida, cansados, desesperançosos, tristes, angustiados, uns até revoltados "cada um com suas tendências viciosas" precisando de uma cura poderosa.
Não percamos mais tempo tão acelerados por aí, deixemos a vida ensinar tudo aquilo que é necessário para cada um de nós.
O tempo revela, o tempo cuida, o tempo leva, o tempo trás, o tempo ensina, o tempo resolve. Um dia de cada vez, sem pressa e sem medo, não vamos perder nada com isso, vamos aprender.

O Bem, O Mal & A Cura


Partindo do princípio de que não existe doença e sim doentes, a cura tem que ser da alma. Então, percebemos que não existem verdades absolutas. O que é bom para uns pode não ser bom para outros. O bem e o mal não existem. Alguém que nos feriu deliberadamente pode (e até deve ser mesmo) muito bom para outras pessoas.
Acreditar na vida consiste em acreditar na divina presença dentro de cada um de nós e na autotransformação do ser - humano. Sócrates dizia: «- Conhece - te a ti mesmo... » 
Para isso é necessário rever padrões de comportamento, sistemas de crenças, bloqueios e medos que precisam ser dissolvidos e modificados constantemente.
Quanto ao passado, não há nada que possamos fazer para modificá-lo. Apenas podemos guardar com carinho todos os momentos, todos mesmo, sejam os venturosos, os tristes, os difíceis e até os que nos causaram vergonha. Todos esses momentos ajudaram-nos a criar resistência, a construir e amadurecer pensamentos. Agora transformemo-os em atitudes.
Ser melhor para nós mesmos e conseqüentemente para o próximo deve ser o foco da nossa breve passagem nessa jornada.
«Particularmente isso é o que me motiva», é a proposta que faço a todos vocês.
Nossas dificuldades e doenças não procedem de agentes externos, estão bem lá dentro de nós. Os agentes externos – chefe chato, marido, mulher, sogra, aquela pessoa que você considerava amiga e te caluniou ou não foi sincera, vírus, germens – agem quando permitimos, seja baixando nossa estima, desvalorizando-nos ou baixando nossas defesas biológicas.
Uma vez que temos o diagnóstico e compreendemos nossos próprios conflitos, é hora da ação, de aplicar o remédio, já não nos basta apenas saber, é hora de fazer algo que mude a nossa vida.
Procurar continuamente o equilíbrio e nossos próprios caminhos para uma cura poderosa é o nosso dever, pois sempre servimos de exemplo para alguém, somos responsáveis pelo livre-arbítrio que nos foi outorgado e temos que prestar conta de todas as oportunidades que a vida nos deu. Da saúde a doença, nos amando e nos respeitando por todas as existências, amém. Isso é o ideal, mas o importante é que realizemos nossas tarefas com vontade e consciência. Ainda que erremos ou acertemos, o principal é saber administrar as prioridades.