Criei esse espaço para colocar “Algumas páginas da Minha Vida”, do meu verdadeiro “Eu”, dos pontos vulneráveis na breve passagem nessa existência, da minha personalidade intensa e profunda. Aqui descrevo minha verdadeira essência sem garras, sem medo, sem vaidade, desnudo minha alma, vivencio uma experiência mais espiritual com a intuição e percepção à flor da pele.

Nada te posso garantir - eu sou a única prova de mim...
Clarice Lispector

Amigos & leitores mais que especiais

sábado, 23 de junho de 2007

Diminuindo o Ritmo


O tempo nos revela tantas coisas, que bom!
Por esse motivo façamos bom uso do nosso tempo, aprendamos a ter certezas "não achar que temos certeza, não sentirmos que temos certeza". Quando diminuímos nosso ritmo e percebemos o que estamos sentindo nossa chance de não cair na armadilha de padrões viciosos é maior.
Vivemos uma vida instantânea, queremos acontecimentos e amores instantâneos, não gostamos de andar devagar. Por esse motivo nos machucamos e nos ferimos. Por muitas vezes antes mesmo que saibamos o sobrenome da pessoa ela já nos feriu. Tudo isso acontece quando não confiamos nos sutis sinais, na nossa intuição, passando por cima de tudo.
Passar algum tempo identificando o que sentimos nos ensina a trabalhar a autoconfiança e nos trás paz. O tempo nos dá oportunidade de nos afastarmos de situações ou pessoas que podem nos machucar.
Dar crédito aos sutis sinais e a nossa intuição é a melhor atitude com nós mesmos, é respeitarmos a nossa individualidade. Só assim obtemos a certeza do que é melhor. Jogar os problemas em cima dos outros é cômodo e fácil demais, porém não conseguimos extrair nenhum aprendizado e tão pouco estabelecer nossas próprias prioridades e responsabilidades.
Nos sentimos bem melhor quando não nos apressamos, quando respeitamos nosso próprio corpo e sentimentos. Às vezes desacelerar ou até mesmo dar marcha à ré e cair fora é o melhor que podemos fazer não só por nós como também para todos os envolvidos. Pena que quase sempre só tomamos consciência disso quando não damos nenhum crédito a nossa intuição ou aos sutis sinais. O remédio mais indicado é um passo de cada vez, sem pressa. Observar o que se passa ao nosso redor e sentir o que há dentro de nós é o caminho. "Nossa intuição nunca nos engana, essa é a máxima do nosso eu material e espiritual".
Só mudamos de etapa ou de ciclo quando adquirimos "experiência e ou maturidade" para dar início a um novo aprendizado.
Do que adianta-nos tanta aceleração? Onde vamos parar correndo tanto? Será mesmo que vamos sair do lugar? Vamos voltar ao mesmo ponto de partida, cansados, desesperançosos, tristes, angustiados, uns até revoltados "cada um com suas tendências viciosas" precisando de uma cura poderosa.
Não percamos mais tempo tão acelerados por aí, deixemos a vida ensinar tudo aquilo que é necessário para cada um de nós.
O tempo revela, o tempo cuida, o tempo leva, o tempo trás, o tempo ensina, o tempo resolve. Um dia de cada vez, sem pressa e sem medo, não vamos perder nada com isso, vamos aprender.

Um comentário:

  1. Cláudia, você nasceu com um dom Divino que poucas pessoas tem, o dom da escrita mas, uma escrita boa e não uma bobagem como vemos por ai, você fala de tudo um pouco, da vida, do dia-a-dia, sentimentos, amor e tudo que o ser humano passa em suas vidas.

    Obrigado por DEUS ter colocado você em minha vida.

    Você entrou para o meu rol de amigos que rezo todos os dias.

    NAMASTÊ.

    Beijinhos com cheirnho de rosas vermelhas.

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