Criei esse espaço para colocar “Algumas páginas da Minha Vida”, do meu verdadeiro “Eu”, dos pontos vulneráveis na breve passagem nessa existência, da minha personalidade intensa e profunda. Aqui descrevo minha verdadeira essência sem garras, sem medo, sem vaidade, desnudo minha alma, vivencio uma experiência mais espiritual com a intuição e percepção à flor da pele.

Nada te posso garantir - eu sou a única prova de mim...
Clarice Lispector

Amigos & leitores mais que especiais

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Palmas Para As Cartas Da Cigana


Sou do povo das estrelas
Tenho a força do olhar
Olha só que eu sou um Cigano
Vem, quero você na tenda do amor pra ir aonde eu for
Palmas para as cartas da Cigana, meu Amor
Palmas
Quero ir aonde você for
Palmas para as cartas da Cigana
Roda saia gira mundo
É perfume de amor

Letra e música de:
Plínio de Sá

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Um Choque de Gestão


Sou uma simples anônima, apaixonada pelo mundo das ideias, pela vida.
Penso diferente.
Existe algo na minha PINEAL diferenciando-me, algo perispiritual, de vidas pretéritas.
Para uns isso é loucura, para outros frescura. Mas é só MEDIUNIDADE. Só e tanto!
Estudar o tema, trabalhar o autoconhecimento, a reforma íntima, com certeza é trabalho árduo. Desisti algumas vezes e recomecei tantas outras.
Não há como fugir, MEDIUNIDADE é algo FISIOLÓGICO, tem que ser cuidada, tratada, educada e reeducada sempre.
Decidi dar um choque de gestão na minha vida, reeditar momentos difíceis, dolorosos, expandir a consciência, acessar os CÓDIGOS DA INTELIGÊNCIA... Ser RESILIENTE.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sou poesia, sou letra e música.


Eu me supero, me surpreendo.
Não tenho medo da vida, ela é para ser vivida.
Já vivi muitas dores, provei diversos sabores.
Já dei minha opinião, mas também já fiquei sem entender nada.
Procurei verdade onde só havia mentira.
Já acreditei em quem não devia.
Já namorei, noivei, casei , separei.
Já fui garota propaganda, plantei uma árvore, tive filhos, escrevi um livro.
Já julguei amar quando era só paixão, tesão.
Já fui expulsa da sala de aula algumas vezes, principalmente quando não conseguia parar de rir.
Já estudei em colégio de Freiras.
Já perguntei pra Madre se ela era virgem.
Já colei na prova, pasmem, até na faculdade.
Já fui eleita Garota Araruama.
Já fiquei com o peso acima da medida e também magra demais.
Já corri deliberadamente atrás de quem não merecia.
Já dispensei quem me queria.
Já fiz promessas e planos.
Já cometi muitos enganos.
Já taquei bolo na cara de quem tripudiou a minha boa vontade.
Já acreditei que era feia, culpada, um erro, um custo sem benefício.
Já desmistifiquei tudo isso.
Já estendi a mão pra quem não estava nem aí.
Já precisei de mãos estendidas.
Já chorei sozinha na madrugada.
Já dei boas risadas de mim mesma.
Já passei a noite toda esperando por quem não me esperava.
Já paguei altas contas de telefone pra tentar entender o fim.
Já deixei de atender o telefone por saber quem ligava pra mim.
Já senti raiva, ira, mágoa... Amor.
Já perdoei erros quase que imperdoáveis, mas também já neguei o perdão.
Já me arrependi de muitas coisas que fiz, mas nunca me arrependi do que NÃO fiz.
Já superei grandes perdas materiais e emocionais.
Já tive muito e também já fiquei sem nada.
Quase morri algumas vezes e sobrevivi tantas outras.
Já sonhei e fiz cálculos pra fazer uma lipo, colocar silicone, ir para um spa.
Já deixei de malhar por preguiça.
Já namorei um professor de educação física.
Já cantei e dancei no supermercado de madrugada como nos filmes de Hollywood.
Já segui o caminho da contra mão.
Já vi muita gente que me sacaneou vivenciar a lei do retorno.
Ao contrário de todas as meninas que se apaixonam pelo PROFESSOR, o meu que se apaixonou por mim (e detalhe, ele parecia o Richard Gere), foi uma boa oportunidade para exercitar a minha resistência pois ele era "quase irresistível".
Em tudo que fui, em tudo que fiz nunca deixei de ser verdadeira, intensa, profunda.
Em tudo que vivo, que crio e realizo coloco minha essência.
Sou poesia, sou letra e música.
E hoje eu canto pra mim: Feliz aniversário envelheço na cidade, feliz aniversário envelheço na cidade...
Que venha a minha nova idade, estou mais interessante, mais madura, mais criativa, mais espiritualizada, mais exigente, mais confiante... Mais eu!
Só AINDA não fiz: A lipo, não coloquei o silicone, não fui pro spa, continuo com preguiça de malhar, não lancei meu livro, não consegui descobrir como mudar a lei da gravidade, não encontrei a minha outra metade da maçã...
Ah, e não encontrei mais com o professor de matemática que parece com o Richard Gere!
Será que me arrependi?
Não sou modelo a seguir.

sábado, 31 de janeiro de 2009

À Flor Da Pele




Hoje eu queria estar de frente pro mar.
A luz do luar, em silêncio.
Minha única necessidade nesse momento é ouvir meu coração entrando em acordo com a razão e sentir o perfeito equilíbrio que os dois podem me proporcionar.
Ando com saudade de mim.
Tenho precisado da minha essência.
Parece que hoje sou duas.
Uma parte anda perdida e a outra parte com a mão estendida, pronta pra recomeçar.
Hoje estou à flor da pele, sensível.
De frente pro mar queria exorcizar essa angústia, e todo eco de culpa, impotência, insignificância.
Desnudar-me de todo e qualquer sentimento pequeno por mim mesma e por quem quer que seja.
Mas hoje o mar está longe de mim e eu dele.
Então, escrevo, escrevo, escrevo...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Eu, Clarice e o amor








Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada.
Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos
e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.
Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.
Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer.
Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.
Clarice Lispector

Adoro a Clarice! 
Confesso que fiz esforços inúteis.
Já escrevi sobre o amor em muitos aspectos. A certeza que tenho é que: O amor simplesmente é.
Sem a menor força ele acontece e cura todas as feridas.
Nos pega de surpresa. Ele é a dinâmica da vida.
As pessoas que não amam adoecem, provam o amargo da vida.
Lendo sobre a medicina tradicional chinesa descobri que a DIABETES acontece quando o doce da vida termina.
Isso quando nessa ou em outra vida a pessoa desiste de vivenciar o amor. Cito esse exemplo para justificar as que já nasceram diabéticas.
Então, amem, amem muito para manter as taxas de glicose em equilíbrio.
Sabe quando eu vou desistir do amor? Nunquinhaaaaaaaaaa.
Jogar o amor pro universo é sábio, tudo que jogamos pro universo retorna.
Muitas vezes apostamos na relação errada, em pessoas inadequadas que estudam nossa fragilidade para nos pegar no ponto fraco.
Mas isso não quer dizer que o amor não vale a pena.
Não consigo imaginar minha vida sem amor e não me culpo pelos erros que cometi dedicando meu precioso tempo a quem não merecia.
Com certeza deixei mensagens que jamais serão esquecidas, deixei sementes, nutri.
Enquanto o amor não vem vivenciei relações de meio tempo, preparando-me para o dia mais feliz da minha vida: "O dia que o amor vai chegar".
Vivi um dia de cada vez, chorei muito, usei band-aid quando na realidade deveria tomar pontos, muitos pontos, boicotei a mim mesma permitindo ser convencida que era a culpada pelo fim.
Mas sou determinada, olhei no espelho, me encarei e falei:
- Eu não desisto de mim, não desisto do amor,  não desisto de ser feliz.
- Ah, corta essa de que todos os homens não prestam! Generalizar é pobreza de espírito.
- Tenho amigos homens, homens dignos, espiritualizados, honestos, verdadeiros.
Viver vale a pena! Correr riscos faz parte do aprendizado. As pessoas que entram e saem da nossa vida não chegam com manual de instrução.
Não existe essa de destino fechado. Eu mesma vivi a crença que quando o homem da minha vida me encontrasse íamos ser felizes para todo o sempre.
Mas nada na vida é definitivo, as pessoas tem livre - arbítrio. Encontros marcados existem sim, mas até esses são adiados, protelados, ficam em stand bay até que ambos estejam prontos para uma comunhão. Aí, por mais que cause dor em uma das partes, outra relação acontece, novo ciclo inicia, pessoas interessantes atravessam nosso caminho. E, a vida continua... 
Existe vida após a morte de uma relação.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Conversa De Amiga


Hoje estava conversando com uma amiga muito querida, de longas datas. Falávamos sobre coisas do coração, sobre os homens que nos escolheram e os nossos escolhidos.
Não gosto de generalizar, tô fora de dizer que homens são todos iguais, mas ainda não conheci nenhum diferente. Pelo menos não fiquei, não namorei e nem casei com nenhum diferente.
Antes mesmo da relação acabar eles já teem um outro corpo para colocar no lugar do nosso. Sim, digo corpo porque conseguem separar sexo do coração. Talvez por causa da testosterona, pode ser. Talvez por conta de serem menos evoluídos, sabe-se lá.
As mulheres não, a grande maioria só desejam outro corpo quando o coração já está conectado, vibrando na mesma sintonia. Invejo as mais atiradinhas, as que transam por tesão e pronto. Sério, acho que sofrem menos e se resolvem mais.
Bom, mas quanto a conversa com a minha amiga pedindo um s.o.s, fez-me parar pra repensar. Como iria consolar se até então, não fiz nada por mim pra sair dessa tripe? Pelo menos nesse momento.
O ideal seria que hoje o telefone tocasse e pudéssemos marcar um encontro com alguém que nos desse prazer pela presença, flerte, beijos, transa... mas só faço por amor, no mínimo paixão.
Então, decidi ter um contato mais íntimo com o mar que me fascina. Olhar o mar, banhar-me nas sete ondas que são poderosas pra levar embora tudo aquilo que não é meu, caminhar na areia, deixar o sol cuidar de mim. deixar fluir. Acredito ser uma boa saída para atrair o que quero de verdade.
Ficar sozinha, cuidar de mim foi a melhor oportunidade que tive para perceber o que desejo, o que gosto, o que quero e o que NÃO quero.
O homem da minha vida, dos meus sonhos, aquele que Deus reservou, está por aí, andando, vivendo, crescendo, construindo, me procurando "consciente ou inconscientemente", talvez em outra relação, insatisfeito, sentindo uma lacuna, pode estar feliz ou se resolvendo. Quando menos esperarmos, quando estivermos prontos pousaremos o olhar um no outro... tudo que vivenciamos até então nos servirá de alicerce para construirmos uma relação com base no amor, na compaixão, no reverenciamento. Quem sabe ele vem em uma dessas sete ondas, caminhando pela praia, na areia escaldante da Cidade Maravilhosa.
Nesse meio tempo vou cuidar do meu corpo, dos meus pensamentos, da minha emoção, da vida espiritual, vou ficar melhor, mais bonita, mais interessante em todos os aspectos. Feliz! 
Sim, feliz, quero que ele veja o brilho dos meus olhos, meu sorriso iluminado, a minha risada mais gostosa. E, quando falar sobre o que experienciei longe dele, vou contar com tanta leveza que ele vai se apaixonar pela mulher que sou, vai admirar minha transparência, minha liberdade, minha verdade.
Minha amiga não concordou muito, ou melhor, não aceitou. Ela quer tudo resolvido de imediato, tentando transformar sapo em príncipe, queimando etapas. Ainda não percebeu que assim vai ficar parada no tempo e não sentirá prazer em nada que fizer. Ela está de viajem marcada, férias com os filhos, mas não sente nenhum vislumbre. Fiquei meio sem graça, sem ter muito o que dizer, mas não podia deixar de atender o pedido de uma amiga, então sugeri:
- Vá até o mar.
- Mas aqui não tem mar Claudinha.

Meu Deus o que falar? Será que estou vazia de idéias?

- Entre em contato com a natureza de alguma forma, melhor, entre em contato com você, sinta-se, descubra o que você quer de verdade e descarte o que você NÃO quer, o que não te trás prazer, alegria, tesão...

A melhor forma de atraírmos o que queremos é encontrando felicidade e prazer em nós mesmos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mudei de Perfume



Mudei de perfume.

Aquele lembrava nossos longos banhos e os muitos sorrisos e planos.
Era o perfume do amor, da paixão.
Química perfeita!
Seu corpo, meu corpo,nosso cheiro.
Seu rosto, seu gosto, sua inteligência,
muito mais que um desejo.
Desejo de ser sua, só sua.
Dói a sua ausência.
Dói a lembrança das minhas atitudes um tanto inadequadas,
a minha parcela de culpa.
Dói os erros que você também cometeu.
Escrevemos nossa história a caneta, tá difícil apagar.
Em algum momento, tentando acertar, fiquei fora das linhas seguintes.
Perdi o rumo, saí do prumo,
perdi você...
Ah, você que foi irresistivelmente quase perfeito!

Mudei de perfume.

Não fui mais ao centro, não vou mais ouvir Djavan,
não quero saber sobre processos, penas, leis, política, samba.
Só de pirraça não vou torcer pela Mangueira.
Apaguei seus telefones da minha agenda, vou deletar nossas fotos e o seu e-mail, 
devolver seu violão e os presentes.
Vou esquecer aquele jantar em Santa Teresa, as caminhadas na praia, 
os beijos e abraços na beira do mar, as flores, 
os muitos momentos de amor, ternura, paixão.
Nem vou mais auto-aplicar reiki, até isso lembra você.
Vou esquecer aquela noite na janela, a luz do luar,
nosso momento Cigano, caliente...
Você lembra? Foi puro êxtase.

Mudei de perfume.

Mas não quero te esquecer,
não quero mudar de você...
Senão, vou ter que abrir mão do muito que aprendi a amar 
e de momentos que ainda podemos viver.
Encontros marcados no astral não nos vêm de graça,
pagamos um preço até o resgate perfeito.
O nosso encontro foi de almas.
Sou sua Cigana de vidas passadas.

Mudei de perfume.

Agora quero te encontrar e brindar os nossos melhores momentos, 
o futuro que nos prometemos.
Vou deixar de ser chata e aceitar ir com você na Lapa.
Esquece o medo, vence o ciúme, nada te ameaça.
Sem você não tem graça.
Com você esqueci que tenho passado.
Nunca amei tanto assim.
Se eu pudesse reeditar a minha vida, 
você seria o primeiro e único homem.
Casaria com você na igreja e no papel, 
com vestido branco, buquê, altar e lua de mel.
Viveríamos juntos para todo o sempre. Amém.
Embora eu acredite que as relações de meio tempo 
nos preparem para o dia em que o amor vai chegar.

Mudei de perfume.

O perfume da minha alma.
Sinto minha verdadeira essência.
Estou mais ousada, confiante, interessante e atrevida.
Voltei a escrever, sonhar, dançar, viver.
Percebi o que precisava modificar.
Liberei velhas crenças e padrões de comportamento.

Mudei de perfume, ainda não mudei de você.

sábado, 22 de novembro de 2008

A Maior Necessidade




Ao perguntarem aos sete sábios da Grécia a respeito de qual é a força maior, a resposta foi unânime: “A NECESSIDADE”.
Hoje em dia temos uma grande responsabilidade histórica. Trata-se de ajudar a transformar os espectadores em atores, apoiando-os e impulsionando-os a que, por seus próprios pés, tomem o trem da evolução, saindo de Miseriápolis rumo a Si-Mesmolândia. Nossa responsabilidade é atender a essa força maior que é a necessidade do planeta, da humanidade...
A humanidade, especialmente a informatizada, está acostumada ao instantâneo:
-Aqui e agora, não quero esperar.
É certo que todos os acontecimentos estão acelerados, isso faz parte da evolução planetária, as semanas, os meses e os anos parecem menores. Mas é uma pena que as relações também. Perdeu-se muito da magia, do vislumbre e da pureza. Isso é uma opinião particular. As pessoas estão mais preocupadas em saber quanto o outro ganha, qual o cargo que ocupa, não se importam com o que sustenta seu ser.
O amor é a força transformadora por excelência, a energia que leva à evolução do universo, da sociedade e do ser humano.
Agora podemos entender melhor a mensagem revolucionária de Jesus cristo:
-Amai-vos uns aos outros.

Poucas são as relações com base no amor. Aqui nesse planetinha ainda em estágio expiatório e cheinho de provas, as relações estão baseadas nas trocas de interesses, caprichos e vaidade que a mente e espírito doente tomam como essencial.
Somos totalmente responsáveis pela vida que levamos. Tudo é questão de escolha.
Ministrei algumas palestras em 2007 e conheci muitas pessoas que me abordavam por estarem interessadas nos temas em pauta. Conheci diferentes tipos: humildes, esclarecidas, espiritualizadas, sofridas, umas em busca de respostas para questionamentos interiores, outras de refrigério pra alma. Porém chamou-me atenção as que aparentemente eram bem resolvidas, as iniciadas em algum tipo de doutrina, energia de cura, conhecedoras de tratamentos holísticos, independentes, intelectualizadas, bem sucedidas profissionalmente, mas que vivem em Miseriápolis, escravas de si e de padrões de educação repressores, ditadores. Com ênfase na rejeição do verdadeiro eu, desejos, sonhos e necessidades. Possuem a carta de alforria, mas vivem boicotando-se. Sem coragem de fazer a própria vontade, de satisfazer os desejos do coração. Vivendo como o Eremita, trancam-se, sufocam seus sentimentos e por vezes fantasiam-se do que gostariam de ser de verdade para tentarem uma relação aqui ou ali. Diante do fracasso, da falta de coragem de irem adiante nas relações e atenderem o próprio coração, seguem o atalho de uma vida boêmia, por vezes até mesmo promíscua, anestesiando-se com o álcool. Habituam-se à solidão por medo de enfrentarem uma perigosa facção (pai, mãe, ex, a opinião alheia...). Passam a conviver com altas taxas de glicose, pressão arterial. Quando o corpo emocional não está bem o corpo físico paga um alto preço.
Realizam o desejo de uma facção interna, pois na maioria dos casos lhes foi pré-determinado na infância. Confundem isso com um ideal de vida, ideal profissional, ideal político, ideal, ideal, ideal...
machucam, maltratam, massacram, traem a si mesmo e a todas as pessoas com as quais se envolvem. Necessitam de uma cura poderosa, mas ainda não perceberam como canalizar essa energia que sempre esteve ali, tão perto, dentro de si. 
A maior necessidade do ser humano é aprender a se fazer feliz com pequenas atitudes que atendam o seu coração.
Aflorar a nossa verdade é uma atitude corajosa e nobre, é a necessidade do ser humano para desenvolver e trabalhar o verdadeiro eu.
A ausência do amor determina a escravidão. Sua presença nos liberta e quando flui, abundantemente, atingimos o êxtase.
Fazer o que quero é a minha lei. Essa é uma proposta perfeitamente aquariana. Atendo o meu coração. Se o outro toma uma atitude inadequada atendendo a cálculos isso não é problema meu.
Enquanto burlarmos a lei aquariana, para fazer a vontade alheia nos violentamos e permanecemos infelizes, frustrando nossos desejos mais profundos ou até mesmo deixando de fazer pequenas vontades tão nossas.
Estamos aqui para compreender a magia do amor, trabalhar o autoconhecimento, a auto-aceitação, a auto-realização.

“Todos os seres nascem iluminados, mas é preciso uma vida inteira para descobri-lo”. 
  Buda

sábado, 25 de outubro de 2008

Resiliência


Seis longos meses de licença, afastada das atividades profissionais, afastada de mim.
Coloquei-me em stand bay.
Sem perspectivas e sem foco, aliás, meu foco estava no que não fazia mais nenhum efeito, em quem não me queria mais, ao que já havia virado “Pretérito IMPERFEITO do subjuntivo” – “Se...”
Será que os oráculos erraram?
O que aconteceu com o meu Amor Cigano de vidas pretéritas?
E o encontro marcado?
Com o emocional abalado e um punhal cravado na minha omoplata, minha antiga e íntima amiga “hérnia de disco” berrou, gritou. Meu corpo físico e emocional pediam socorro.
Tornei-me desesperadamente chata enquanto pagava um alto preço por um erro que nem mesmo sei se cometi sozinha.
Já não tinha mais os braços fortes envolvendo-me, abraçando-me peito a peito e tão pouco aquela voz que eu amava ouvir falando ou cantando nosso amor puro e a proposta de construir uma grande história.
Que saudade apertada!
Sentia um nó na garganta, frio na alma. Ele dizia que nada no mundo ia nos separar, que esperou por mim a vida inteira e sabia que eu estava pra chegar.
E agora?
Precisei de muita luz violeta, passes, sessões de ayurvédica, reiki, meditação, cristais, longas conversas com amigos, enquanto debulhava-me em lágrimas.
Acendi incenso, coloquei aromatizante de alecrim, rezei, orei, implorei a Deus, aos anjos, a vida, que o trouxessem de volta.
Tinha que dar folga pro Djavan que virou trilha sonora na minha vida, mais um pouco e ele ficaria rouco de tanto cantar pra mim. Era como impregnar o ambiente com a presença dele e dos momentos de muita ternura que vivemos. Senti saudade do ciúme dele, daquele jeitinho gostoso fingido que era preocupação ou cuidado para disfarçar a insegurança enquanto tentava controlar os meus passos.
Mas eu estava ali, sozinha, olhando o violão que ele deixou...
Ah, quantas vezes ele tocou pra mim!
A música tem um efeito incrível, absorvo-a como o ar enquanto transporto-me.
Chegou o momento de retomar as rédeas da minha vida, retornar a empresa, hora de arregaçar as mangas e seguir meu caminho com resiliência. “Resiliência”, isso tive que inventar, forçar em mim a capacidade de dar a volta por cima.
A falta de tesão pela vida seria fruto das escolhas erradas que fiz com o coração, por pura emoção?
Ele não me ligaria mais durante o expediente, não enviaria mensagens e nem me esperaria de surpresa em plena Av. Presidente Vargas com os braços abertos e o beijo gostoso. É, e não estava esperando mesmo.
Que vazio!
As ruas pareciam mais escuras. O Centro da Cidade estava escuro sem a nossa luz.
E Copacabana?
Ah, Copacabana vazia, vazia de nós dois!
Dentro de mim pulsa uma vida holística, um tanto mística. Precisava da minha poçãozinha mágica para despertar a criança interna, pura e verdadeira que estava adormecida. Momento de fortalecer, levantar o olhar, focar e aflorar a menina, mulher e guerreira que sempre fui.
Sou formadora de opinião, escrevo, vivo, sinto, sou mãe, sou mulher. Assumi responsabilidades. É hora de reinventar e escrever uma nova história.
Vida estou de volta!
Amigos estou aqui!
Sobrevivi!
Quero viver e novamente florescer. As flores murcharam e foram arrancadas, mas a raiz ficou inteira.
Obrigada pelo carinho e apoio de cada um que dividiu comigo esse momento e regou cuidadosamente o meu jardim.
Ah, meus florais, minha poção mágica!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Alforria


Alforria
Libertação do cativeiro da alma
Robson Pinheiro
Pelo espírito Pai João de Aruanda


Ganhei esse livro no meu aniversário de uma amiga. Assim que abri o pacote de presente e vi o livro, acreditei que o assunto abordado fosse sobre os escravos negros alforriados pela lei Áurea – Até mesmo pelo fato de ser ditado pelo espírito Pai João de Aruanda.
Logo que comecei a leitura percebi que falava de algo maior e até então percebido por poucos – A liberdade que pode ser compreendida de diversas formas e que é a mais importante – é a libertação da alma.
É óbvio que a liberdade não é total num mundo chamado TERRA que “AINDA” saindo do estágio de provas e expiações para regeneração. Somos livres dependendo da compreensão que desenvolvemos ao longo do tempo. Precisamos entender que a liberdade é para o bem e não para o mal.
Falo do mal no sentido do desequilíbrio, dos impulsos do ser – acorrentando o homem escravo de suas próprias viciações – Somos escravos de nós mesmos – e essa escravidão é tão intensa que acaba por dominar a mente e corpo, desenvolvendo o processo da subjugação no indivíduo que por suas viciações e desequilíbrios tem a impressão de que age daquela forma justamente por ser livre, acreditando estar no exercício de sua própria vontade.
A lei Áurea foi promulgada para que os brancos libertassem os negros, mas o evangelho é a carta de alforria para todos os homens filhos de Deus. É hora de mudar. O mundo está se modificando, e a vitória em muitos aspectos, é daqueles que ousam tentar algo diferente em seus empreendimentos.
Quando acreditamos que há algo errado nosso sistema orgânico, emocional e mental forja uma crença particular de tal maneira e com tal intensidade que nos impede de ver outra coisa, a não ser aquilo que acreditamos existir.
O que precisamos compreender de uma vez por todas é que não somos um corpo que possui um espírito imortal, ao contrário, somos espíritos imortais e possuímos o corpo físico ideal para que aprendamos a conviver no mundo a começar pela convivência com nós mesmos.
Nem tudo na vida está vinculado ao merecimento, mas ao fator educativo, tão necessário a toda gente. Nem sempre o que nos ocorre resulta do peso do merecimento, que alguns usam como desculpa de auto-punição.
Somos nós que temos de enfrentar as dificuldades decorrentes de nossas próprias escolhas e tirar delas o maior proveito possível.
Devemos aprimorar a magia mental do bem e do auto-amor e não desistir jamais de trabalhar pelo bem comum.
O alto envia recursos, no entanto não recebemos o que foi pedido, mas o que é necessário para o crescimento interior.
Nossa auto-educação através do evangelho e da máxima do Cristo – Amar ao próximo como a si mesmo – deve ser uma atitude cotidiana, que é óbvio não ser nada fácil, pois para tal precisamos nos despir do orgulho, da vaidade e de todo e qualquer sentimento, emoção ou iniciativa que baixe nosso campo vibratório. Não foi à toa que o Mestre nos recomendou: - Orem e vigiem.

Sentimentos, emoções e atitudes vindos do nosso EGO – que é o nosso EU pro mundo – Nos tornam escravos de nós mesmos, dessa forma nossos verdadeiros algozes. Precisamos alforriar nossa alma. Perceber e sentir as mensagens sutis de abnegados amigos espirituais. Deixar de lado velhos padrões, velhas crenças, através de uma reforma íntima e moral, que o evangelho tão claramente nos ensina. Esse é um trabalho que ninguém pode fazer por nós.