O grande poeta Vinícius de Moraes escreveu: "Viver é mais importante que ser feliz". Concordo com ele, principalmente com essa ideia que muita gente tem atualmente de que felicidade é somente uma série de momentos de alegria. Infelizmente para muitas pessoas, a felicidade se restringe apenas a algumas boas gargalhadas.
Pra mim felicidade é ter o finito prazer de compartilhar momentos de pura intimidade com as pessoas que amo. São desses momentos que conquistamos a oportunidade de eternizá-los, quando deles construímos amizade, admiração, cumplicidade, ternura, confiança. Um conjunto que prende, atrai e é infinitamente prazeroso. O que era finito, talvez efêmero, torna-se essencial, infinito, principalmente levando em conta a pluralidade das existências.
Vivemos quando compreendemos que felicidade é a oportunidade de conquistar, repartir, compartilhar, doar, sentir, estar, tolerar, ter paciência e persistência sem ansiedade. Viver não é sobreviver, há muita diferença.
Vivemos relações com amigos, filhos, família, romances... cada uma dessas relações que citei requer construção, conquista.
Ouvindo Todo amor que houver nessa vida do eterno Cazuza (ele é eterno não só como espírito, é em sua poesia), pensei:
Vivemos quando compreendemos que felicidade é a oportunidade de conquistar, repartir, compartilhar, doar, sentir, estar, tolerar, ter paciência e persistência sem ansiedade. Viver não é sobreviver, há muita diferença.
Vivemos relações com amigos, filhos, família, romances... cada uma dessas relações que citei requer construção, conquista.
Ouvindo Todo amor que houver nessa vida do eterno Cazuza (ele é eterno não só como espírito, é em sua poesia), pensei:
- Quem não quer a sorte de um amor tranqüilo?
Para ter a sorte de um amor tranqüilo não importa quantos momentos de alegria teremos, o que importa é experimentar a energia desse amor pulsar, criar clima para ele acontecer da melhor forma, deixá-lo fluir. Não dá pra racionalizar o amor, tentar verificar o que vamos ganhar ou perder, isso tira a tranqüilidade, a paz, a poesia.
Construímos nosso destino todos os dias, a cada decisão, pensamento, atitude. Deixamos de viver o essencial ou de fazer o que de fato é importante por medo, insegurança, por vezes cálculos. E, assim tudo passa, o tempo, as oportunidades, o amor, o filho que cresce, pessoas que partem. Transformar o tédio em melodia é uma grande sacada na vida.
Viver é mais importante que ser feliz, porque só vamos saborear a felicidade escrevendo cada página da nossa vida, sem rasuras, respeitando as vírgulas, colocando ponto final onde é necessário, virando as páginas que já não fazem mais parte do atual capítulo, reeditando o mais importante, refletindo e valorizando sobre o que tem conteúdo.
Conversando com Deus pedi um grande amor, um romance bonito, uma história inesquecível... coloquei no pacote uma viajem de Lua de mel, viajem essa, paradisíaca.
Atenta ao meu pedido, porque Deus, o Universo, conspiram a nosso favor, deixei claro o seguinte: Mais importante que a viajem paradisíaca é que um faça a viajem no interior do outro. Viajar no interior do outro é uma conquista, que só alcançamos quando cativamos, criamos laços e há que se viver para tal.
Como disse Antoine Saint Exupery:
Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo aos teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo ...
"Se queres compreender a palavra 'felicidade', indispensável se torna entendê-la como recompensa e não como fim."
Ele foi mesmo um ser muito especial!
A felicidade acontece como recompensa de tudo que construímos, criamos laços com ela.





























