Criei esse espaço para colocar “Algumas páginas da Minha Vida”, do meu verdadeiro “Eu”, dos pontos vulneráveis na breve passagem nessa existência, da minha personalidade intensa e profunda. Aqui descrevo minha verdadeira essência sem garras, sem medo, sem vaidade, desnudo minha alma, vivencio uma experiência mais espiritual com a intuição e percepção à flor da pele.

Nada te posso garantir - eu sou a única prova de mim...
Clarice Lispector

Amigos & leitores mais que especiais

domingo, 4 de abril de 2010

Matar a sede na saliva

                                  
Navegando na internet, ouvindo Cazuza enquanto lia alguns artigos, aff!!
Todo amor que houver nessa vida, com sabor de fruta mordida, matando a sede na saliva... hummm!!! E algum veneno anti-monotonia. Ser teu pão, ser tua comida...
Precisou respirar fundo três vezes e soltar bem devagar o ar.
Vontade + hormônios + romântica / apaixonada X tem alguém na área(??)  + nova vibe = Enamorada, apaixonada... pelo Mel Gibson.
Brincadeiras à parte, estava mesmo era preocupada com suas exigências.
- Alguém sabe dizer o que faço pra clonar o Mel, já que não dá pra ser o próprio e  não abro mão do mesmo? Ah, ele é meu número, o encaixe é perfeito!!
Era sábado à noite. Sábado combina com namorados, enamorados, apaixonados, música ambiente, lingerie, um bom vinho, "matar a sede na saliva". Foi exatamente aí que ela parou de ler os artigos pra ouvir a música e viajar um pouquinho. Refletiu sobre a observação de uma amiga, quando numa boate, falou que gostaria de ser como ela "forte" por recusar uma porção de cantadas, oportunidades. 
- A questão não é ser "forte", não criei uma fortaleza para ser intocável, etc e tal. Só que, pra mim,  toca ou não toca. Tem que ter algo mais que química. Tem que me tocar no olhar.
Olhos são a porta da alma. Se tocar no o olhar é porque pode ter algo além de química. Fora isso, vai à boate pra dançar, só dançar. Curte sua ótima companhia, ainda que precise ficar em casa sábado à noite, com suas idéias, leituras, filmes, música. É o momento meio tempo, entre uma relação e outra é necessário  um intervalo.
Ela sempre pensou ser bobagem achar que pra esquecer um amor ou paixão basta arrumar outro. Isso é pensamento pequeno, falsa crença, fuga ou imaturidade. Só o tempo desliga pensamentos, lembranças. Nem sempre afetos são desligados com o tempo. 
Naquele dia passou uma feliz tarde ao lado de um casal de amigos muito queridos, de muitas afinidades, pensamentos em comum. Quando abordaram o tema relação a dois, amor, concordaram que o amor chega de surpresa mesmo. Ele deu um exemplo até bem legal:
- A pessoa nem precisa sair de casa, ir pra boate. É convocada para um recadastramento no INSS. Tá lá o amor... você vai ver que é assim, quando menos esperar.
Ela fez um comentário interessante: 
- É, pode acontecer naquele bar que você ia quase todo dia, estava quase morando (quase na esquina), em uma outra relação quase casada, quase na furada... Um dia, na porta do mesmo  bar "casualmente", nem estava programado ir ali naquele quase fim de domingo. Tim tim. De repente, um beijo roubado. Mata a sede na saliva, respira fundo 3 vezes, toma uma taça de vinho e entra numa nova vibe. Logo naquele dia, tão down!! Mas ele estava ali, lindo, parecia te esperar. Que beijo! Humm! E, tudo mudaaaaa!


Com quem mesmo tinha um quase casamento?
Por quem mesmo estava chorando?
Isso tem a ver com destino?
Tem a ver com alguns movimentos de Deus, da vida, do universo. Somos colocados no lugar certo, na hora certa. O que vamos fazer daí em diante cabe a cada um de nós. Nada podemos colocar na conta de Deus, já que ele nos outorgou o livre arbítrio. Ele fez a parte dele com sua infinita sabedoria, agora que seja feita a "nossa" vontade. 
Dá pra refletir sobre a questão do destino (assunto que coloquei em pauta na última semana de março). O nosso mapa é traçado, vamos passar pelo caminho indicado, como vamos caminhar e a estrada que vamos  seguir após as indicações do mapa nós que escolhemos.
O amor nem sempre chega quando estamos prontinhos, até porque ele nos exige construção, mas ele A-CON-TE-CE na hora que permitimos. Pode ser que uma das partes não esteja ainda pronta ou aberta pra viver a relação. Que chato! Mais uma vez falo: Não adianta colocar na conta de Deus. Cada um segue seu caminho e se na programação está que você vai ser feliz no amor, com certeza não vai morrer de sede. Deus, a vida, o universo enviam um outro trajeto, um novo mapa. Não sei se no mesmo bar, na praia, no sofá da casa de amigos trocando idéias, se na fila do caixa eletrônico, na academia ou no supermercado. Mas vai matar a sede na saliva, na batida no embalo da rede.
A grande sacada que tive com a ideia de elaborar esse texto foi fazer um movimento reflexivo. O que estamos fazendo com o tão bem elaborado mapa que Deus nos deu? Ninguém veio ao mundo a passeio.
Bom, naquela noite de sábado ela ainda estava pensando no tão gostoso beijo roubado e na pegada do Mel Gibson. Pode ser que venha outro roteiro por aí. Continuou a ouvir música, com uma gostosa saudade. Se é que tem saudade gostosa...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Viver é mais importante que ser feliz?

O grande poeta Vinícius de Moraes escreveu: "Viver é mais importante que ser feliz". Concordo com ele, principalmente com essa ideia que muita gente tem atualmente de que felicidade é somente uma série de momentos de alegria. Infelizmente para muitas pessoas, a felicidade se restringe apenas a algumas boas gargalhadas. 
Pra mim felicidade é ter o finito prazer  de compartilhar momentos de pura intimidade com as pessoas que amo. São desses momentos que conquistamos a oportunidade de eternizá-los, quando deles construímos amizade, admiração, cumplicidade, ternura, confiança. Um conjunto que prende, atrai e é infinitamente prazeroso. O que era finito, talvez efêmero, torna-se essencial, infinito, principalmente levando em conta a pluralidade das existências.
Vivemos quando compreendemos que felicidade é a oportunidade de conquistar, repartir, compartilhar, doar, sentir, estar, tolerar, ter paciência e persistência sem ansiedade. Viver não é sobreviver, há muita diferença.
Vivemos relações com amigos, filhos, família, romances... cada uma dessas relações que citei  requer construção, conquista.
Ouvindo Todo amor que houver nessa vida do eterno Cazuza  (ele é eterno não só como espírito, é em sua poesia), pensei: 

- Quem não quer a sorte de um amor tranqüilo? 
Para ter a sorte de um amor tranqüilo não importa quantos momentos de alegria teremos, o que importa é experimentar a energia desse amor pulsar, criar clima para ele acontecer da melhor forma, deixá-lo fluir. Não dá pra racionalizar o amor, tentar verificar o que vamos ganhar ou perder, isso tira a tranqüilidade, a paz, a poesia. 
Construímos nosso destino todos os dias, a cada decisão, pensamento, atitude. Deixamos de viver o essencial ou de fazer o que de fato é importante por medo, insegurança, por vezes cálculos. E, assim tudo passa, o tempo, as oportunidades, o amor, o filho que cresce, pessoas que partem. Transformar o tédio em melodia é uma grande sacada na vida.
Viver é mais importante que ser feliz, porque só vamos saborear a felicidade escrevendo cada página da nossa vida, sem rasuras, respeitando as vírgulas, colocando ponto final onde é necessário, virando as páginas que já não fazem mais parte do atual capítulo, reeditando o mais importante, refletindo e  valorizando sobre o que tem conteúdo. 
Conversando com Deus pedi um grande amor, um romance bonito, uma história inesquecível... coloquei no pacote uma viajem de Lua de mel, viajem essa, paradisíaca.
Atenta ao meu pedido, porque Deus, o Universo, conspiram a nosso favor, deixei claro o seguinte: Mais importante que a viajem paradisíaca é que um faça a viajem no interior do outro. Viajar no interior do outro é uma conquista, que só alcançamos quando cativamos, criamos laços e há que se viver para tal. 

Como disse Antoine Saint Exupery:
Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo aos teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo ...
"Se queres compreender a palavra 'felicidade', indispensável se torna entendê-la como recompensa e não como fim." 

Ele foi mesmo um ser muito especial!


A felicidade acontece como recompensa de tudo que construímos, criamos laços com ela.

   

terça-feira, 30 de março de 2010

O amor é a dois corações


Acredito no amor como base da vida e como algo recíproco. 
Não dá pra amar por dois. O amor é a dois corações.
Só atraímos uma relação baseada no amor quando estamos bem, quando nos amamos.
Não escolhemos a quem amar, por vezes traçamos um perfil ideal.  
Mas o amor é, acontece, flui, cria clima, química e daí descobrimos uma série de afinidades. 
As diferenças?
Ah, elas nos fazem crescer, amadurecer alguns pontos, trabalhar a tolerância, a paciência, a persistência!
Nada é colorido o tempo todo, nada é de graça, tudo requer dedicação e trabalho.
Principalmente uma relação a dois.


quinta-feira, 25 de março de 2010

Acontecia o acidente - dentro de mim


Em alguns momentos da minha existência precisei trabalhar e modificar uma série de coisas dentro de mim. Padrões de comportamento, algumas inseguranças que ainda existiam... havia muito a resignificar.
Fiz uma faxina, dei uma geral. Precisava de movimento e fé raciocinada. Não aceito outro resultado que não seja a felicidade e a leveza do ser. Ser eu mesma. 
Percebi que não preciso buscar nada fora de mim. Meu destino escolho diariamente. 
Nasci em um lar espírita, fui presenteada por Deus com uma avó (médium) maravilhosa, sábia, humilde e resignada. Ela não pregava o evangelho, Cristo, religião. Vivia o evangelho. E, com certeza não era um presente exclusivo, ela era o ponto de equilíbrio de toda família. A matriarca.
Aos 18 anos, entre um Titanic e outro, comecei a estudar a doutrina. Tudo que lia parecia tão natural, familiar. Era o começo do meu despertar. Passei a compreender alguns acontecimentos. Em 1992, já com 22 anos, conheci o Lar de Frei Luiz (também chamado de Mini Cidade do Amor) e tão nobre trabalho de caridade e amor realizado na Boiúna. Foi um momento ímpar na minha vida. Grande escola!
Em meados de 1994, na mesma semana da vitória do Brasil, perdi a visão em um acidente de carro. Só perdi a visão, não perdi a vida. Preso as ferragens do carro, meu filho foi resgatado apenas com pequeno corte na testa. Nada material sobrou daquele dramático e abençoado acidente. No hospital fui levada ao centro cirúrgico pra retirarem à córnea. Levei mais de 300 pontos em toda face. A cada ponto uma prece e a súplica por alguém da família.
Era madrugada, eu já não sabia onde estava meu filho e ainda não tinha noção que o sangue que cobriu todo rostinho dele era meu. Nada aconteceu a ele e ao pai que estava dirigindo.
Confesso que ao ouvir a conversa dos cirurgiões a respeito da córnea, tremi de medo, de dor, dor na alma. Aquilo podia ser só um pesadelo. Mas não era, era real. Chamei por minha avó e minha prima, alguém tinha que me ouvir. Acho que sou muito querida mesmo pelo plano espiritual. Nossos pensamentos intercruzaram pelo universo. Todos os átomos se interligaram e minha avó e minha prima onde estavam viram tudo. Minha prima visualizou até a roupa que eu estava. Alguns momentos depois, já em preparo pra tão dramática cirurgia, minha madrinha chegou ao hospital e impediu tal procedimento, solicitando minha transferência. Ela é mesmo minha sempre Fada Madrinha!
Em outro hospital, passei por três cirurgias, nada felizes e bastante dolorosas, mas não retirei à córnea. Minha madrinha teve o cuidado de não permitir que ninguém falasse como estava meu rosto. Longos dias e noites seguiam. Eu afirmava que ia voltar a enxergar. Tinha verdadeira certeza disso. Só pedi uma ligação pro Carlos Vereza, amigo e irmão na Mini Cidade do Amor, que foi tão presente naquele momento. Naquela ocasião realizávamos um trabalho com ele no Lar de Frei luiz. Ele solicitou que me levassem pra lá de qualquer maneira, ainda que fosse de maca.
Minha recuperação acontecia como mágica. Comecei o tratamento na Mini Cidade do Amor. Inicialmente com Dr Bezerra de Menezes - era um preparo para ser atendida pelo Dr Frederick Von Stein. - Foi um dos momentos mais importantes dessa minha breve passagem por aqui. Se eu estava ali era por amor, misericórdia, compaixão e caridade de amigos encarnados e desencarnados. Fui muito abençoada. Recuperei a visão.
Nunca fiz nenhuma cirurgia plástica, segui a risca o tratamento com a fórmula da rosa mosqueta receitada pelo Cirurgião plástico Dr. Patrick (médico uruguaio de passagem pelo Brasil). Ele cuidou do meu rosto com tanto carinho e competência que fez toda diferença. Me aconselhou a não fazer plástica e tão pouco a cirurgia pra retirar o caco de vidro que tenho até hoje no olho esquerdo. Quando pude visualizar meu rosto, que até então só o percebia pelo tato, apaguei aquela imagem no mesmo momento, passando a me olhar no espelho como eu era antes. Não evitei o espelho, ao contrário, pratiquei vários exercícios na frente dele, até os mais dolorosos, no mínimo seis vezes ao dia, por longos meses.
Esse meu breve relato do acidente, da visão perdida e minha feliz experiência com os abnegados amigos espirituais não é pra converter ninguém à doutrina e tão pouco pra provar um milagre. Não acredito em milagre e a doutrina espírita não é religião, é filosofia de vida. Acredito em doação, merecimento, desprendimento, oportunidade, cirurgia moral.
Por vezes nossa visão fica turva diante da vida, de acontecimentos ou pessoas que nos decepcionam. Nossos sonhos escorrem por nossas mãos como ratinhos, tudo acontece lá fora, mas aqui dentro nada acontece. Traçamos metas que não alcançamos (talvez porque estavam além dos nossos limites), não recebemos o amor que merecemos, não vivemos o romance que idealizamos. E por aí vai. Enxergamos cada vez menos.
Naquele momento do acidente, fui resiliênte, tive visão de águia, fui determinada, minha fé moveu todo o processo. Recebi o que estava pronta pra receber, socorro, auxílio, compaixão e de volta minha visão.
Segui longo caminho e sofri outros acidentes (de percurso) por conta das minhas escolhas. Em muitos momentos não resignifiquei, me neguei a acessar alguns códigos da inteligência, perdi a visão interior.
Não basta ser boa, caridosa, honesta, amar o próximo. Tem que ter amor próprio, fé em si, trabalhar o autoconhecimento, a reforma íntima. Tem que ser gestor do intelecto, autocrítico, resiliênte, altruísta, debater ideias, ter carisma, intuição criativa e ser gestor da emoção.
O carro do acidente era meu, mas eu não o estava dirigindo. Por vezes me perguntei se aconteceria o acidente se fosse eu na direção. Cada vez mais tenho a certeza que ainda que eu dirigisse naquele dia e não acontecesse o acidente, com certeza seria em outro momento. Naquela ocasião eu me negava ‘inconsciente’ a dirigir a minha vida. Atraí o acidente que já acontecia dentro de mim.


Esse foi o meu momento de transição. Recuperei a visão interior, resgatei o meu amor, me perdoei pela estrada errada que segui. E tudo mais veio e vem de acréscimo. Paguei a dívida que tinha comigo mesma. 
Quando não realizamos o trabalho de casa, dentro de nós, ninguém pode nos ajudar. Atraímos o que vibramos, o que acreditamos e o que pensamos. 
Estou atenta as minhas emoções, ao que sinto, quero, penso, falo e escolho.
A estrada errada que segui, foi a mais tortuosa, silenciosa e traiçoeira. Fiz o que queriam, não fiz o que eu desejava, o que era capaz de fazer. Por isso parei de dirigir. Talvez de dirigir minha própria vida. Senti medo e permiti que tirassem proveito da minha insegurança. Foi como abrir mão da minha liberdade, me afastei do meus valores.
Me preparei pra sair com cuidado, fazer curvas, acelerar, frear, estacionar, segui meu caminho, a minha própria estrada.

Hoje sou feliz, leve, dona da minha história, da minha visão e dos outros seis sentidos (inclui a intuição criativa). 



Claudia A Ribas

quinta-feira, 18 de março de 2010

Vinho ou Café?

O que há por trás de encontros casuais? Nada é casual, tudo é providencial.
O que fazer? Provar um bom vinho ou apenas esperar um pouco mais pelo saboroso café?
Esperar o momento em que ele está no ponto, prontinho?
Provar o vinho, saboreá-lo, senti-lo é com certeza um delicioso afrodisíaco quando sabemos dosar, quando identificamos a hora de parar.
Já o café é excitante, saboroso, gostoso e não deixa ninguém embriagado, fora de sí.
Café, Por vezes tão necessário...
Assim são os romances em nossas vidas, uns como o vinho, poucos como o café. 
O vinho é a paixão, o café é o amor.
O vinho é o tesão, o sexo, a pegada.
O café é o "amor", o toque, a carícia, a penetração mais profunda, aquela que vai além do corpo físico, que penetra nossa alma.
O vinho é o orgasmo, o café é o prazer do orgasmo múltiplo, do êxtase.
O vinho é opção, o café prioridade.
Saborear o vinho pode ser bom no meio tempo de preparação pro café.
Sem a ressaca do vinho, valorizamos  quando sentimos a delícia do café no ponto, quentinho, fresquinho, feito com exclusividade.
Mas todos os encontros são necessários, principalmente quando bem vividos, bem resolvidos, bem compreendidos.
O que você está tomando? Vinho ou café?


terça-feira, 16 de março de 2010

A Fé


 Disse o Apóstolo Paulo:
Fides est substantia sperandorum rerum.

O que significa: 

A Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam,
é a prova das coisas que não se vêem.


Na vida tudo passa...
A infância passa,
A adolescência passa...
A inocência passa,
Expectativas, dissabores...
Namorados, paixões, amores, amigos, entes queridos...

As decepções acontecem, mas passam...
Momentos felizes passam...
Mágoas, dores, desilusões, traições...
Risos, curiosidades, dificuldades... Tudo passa.
O importante é viver cada momento com fé.
Fé em Deus, na vida, em si... Fé raciocinada.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Marketing e Relação


O mercado está com inúmeras vagas para um projeto que vem crescendo a cada dia. Atualmente, devido a dramas emocionais, enganos, desenganos, custo-benefício, facilidade, sexo a vontade... o ser-humano criou uma nova estratégia para manter-se no mercado, sem envolvimento, sem apego, sem compromisso, sem emoção, sem intimidade, sem romance, sem eu quero passar um weekend com você.
Com longa experiência em ca-sa-men-to, relação séria, casada na igreja e no papel, com direito a buquê, altar, aliança, lua de mel, filho planejado, férias na praia e um projeto que não deu certo de vamos ser felizes para todo o sempre, amando e respeitando-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe. Sim, a morte dessa promessa feita por duas vezes, a morte do pacto de fidelidade, a morte do respeito, a morte da dignidade, a morte da admiração. Pior é quando a admiração acaba antes do tesão! Você até sabe que a empresa faliu, que o déficit é enorme, mas continua de portas abertas acreditando num milagre do mercado. 
O milagre não acontece e a vida segue. Decretar falência é fato, e cada um vai pro seu lado. Sociedade dividida, cada um leva a sua parte (nem sempre a parte justa) Ado, ado, ado, cada um no seu quadrado. Existe vida após a morte de uma relação, ainda que você julgue difícil, impossível, mas existe. O genial será não repetir os mesmos erros, não generalizar, ainda que você tenha sido ferida (o) deliberadamente, lembre: as pessoas não são iguais. 
A única prioridade da sua vida tem que ser você. O outro é o outro, os outros são os outros, mas nada de "depois de você os outros são os outros e só" . Você foi o meu melhor namorado... eu, tão romântica, vivi essa crença por muito tempo. Fiquei pra trás porque a fila anda, a catraca de homem parece não ser seletiva e dobrou a esquina cruzam com outra. 
É natural a necessidade de voltar ao mercado, viver, dançar, rir. Novos projetos acontecem. 
O mercado sempre me buscou, mas eu sou muito seletiva. Com a insistência, a pedidos, abri guarda e nova relação aconteceu. Parecia um projeto empreendedor, muita paixão, romance, conto de fadas, passeios de mãos dadas, promessas e planos. Mas quando entrei nessa relação o saldo já era negativo, não havia estrutura, maturidade e real vontade de realizar, fazer acontecer. Aí, como de repente Califórnia conheci a inovação do mercado, uma nova forma de relação. Procurei analisar o projeto, descobrir quais são os diferenciais e as chances de crescimento. Verifiquei o produto, o preço, a promoção e a praça. Não quero nada de liquidação, não estou preocupada com o preço, quero é saber do conteúdo e por onde ele circula. Gosto de tudo sob medida, exclusividade, aprecio a boa embalagem, não gosto do que fica na banca e todo mundo pega.
Com o alto índice da homosexualidade, facilidade, pessoas ainda não resolvidas, existe pequena quantidade de homens livres. Identifiquei que o mercado está disponível para os 3 F's: Ficar, foder e fingir que não está nem aí.
Esse mercado cresce muito por medo da entrega, da intimidade, do compromisso, da troca, da afetividade, de amar. Cresce porque tem público pra isso (muita mulher pra pouco homem). Não compre gato por lebre, exija o selo da Anvisa. Fique, até transe no segundo encontro, mas não se proponha a foder. Senão, vai é foder com sua auto-estima, com seus princípios, com sua emoção. Transe mostrando diferenciais, faça carinho,  coloque Sade,  leve óleo exótico pra massagem, capriche na lingerie, dê beijos apaixonados, veja um filme, não diga que não quer compromisso se você na realidade quer, não deixe de ser autêntica. Se fingir ser o que não é, até pode ter mais noites de transas, mas não o terá de verdade nunca. Não aposte em relação efêmera se o que você sente não é efêmero. Nada de fingir que não tá nem aí, isso é coisa de gente fraca. Dê chance, espaço, amizade, compreensão, compaixão, mas não permita que tripudiem na sua forma de amar e acreditar na entrega, na cumplicidade, no romance. Se não deu como namorado, amado, amante, não o culpe por isso, não se culpe também, cada um dá o que tem. Torne-o amigo, torne-se amiga. Aí sim, poderão jantar juntos, ir ao teatro, ao show, conhecer de verdade um ao outro. Ele pode perceber o quanto você é interessante, você o descobrirá de outra forma. Com certeza tudo fluirá de forma natural se cada um se permitir sentir e viver o que o coração está pedindo. Se o coração pede romance, tem que ser recíproco, se o coração de "um" pede apenas amizade é porque não tem que ser de outra forma. Bom mesmo é quando encontramos tudo isso numa pessoa só, paixão, tesão, amor, amizade, romance...
Fiz essa comparação de marketing e relação porque nossa vida é uma empresa, quando não planejamos, não elaboramos e criamos estratégias, nossos negócios não acontecem de forma equilibrada, ficamos com saldos negativos, desacreditados no mercado, talvez até falidos. Recolocação de produto é trabalho em dobro, exige avaliação, planejamento diante da concorrência, elaboração, definição, treinamento, estratégia, desenvolvimento, nova abordagem.
Inove, viva a novidade sem sair da sua realidade. O clima é outro, tudo mudou, o que passou, passou. Não compare pessoas, isso é muita covardia, feio, cafona, é pensamento suburbano. Pensamento suburbano não é porque a pessoa mora no subúrbio da cidade e sim porque habita nos escombros trevosos do passado, das desilusões. 
Não existe concorrência que derrube quem sabe se colocar ou se recolocar, quem tem qualidades, diferenciais. Vamos combinar que pra isso tem que ter inteligência, feeling. Dê um feedback, talvez o outro ainda não sacou que anda meio demodê, investindo no mercado errado, com ações inadequadas. Fale sobre o benefício do sistema de gestão de qualidade (ISO 9001).
Você sabe qual o seu público alvo? 
Cuida da sua empresa? 
Administra sua vida de forma correta? 
Qual o seu foco?



sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A vida é ou não é um teste drive, um processo de recrutamento e seleção?


A vida é ou não é um teste drive, um processo de recrutamento e seleção? 
Incluímos dinâmica em todos os processos, realizamos sempre as melhores escolhas?
Qual critério utilizamos?
Que perfil traçamos?
Você já parou pra pensar nisso?

Acredito que pessoas motivadas em otimizar seus dias, suas relações, sua participação em transformar o mundo já pararam para pensar.
Todas as nossas escolhas influenciam não só o nosso futuro, como pensamentos e escolhas dos nossos espectadores.  Nosso papel é único, ímpar e a vida nos cobra por isso.
Não basta orar e vigiar, pedir e receber, ter fé e pregar. É preciso, urgente - Par - ti - ci - par = a fazer parte de, ser pró-ativo, dinâmico, criativo, resiliente, atualizado, desapegado, flexível.
Já nos encontramos em uma nova condição, em um novo tempo e somos responsáveis por todos os acontecimentos, e, esse é o momento de trabalhar o auto-conhecimento, a busca do verdadeiro eu, a conexão com Deus, sem o ego (que é o eu pro mundo). Momento de entrega profunda, de trabalho pessoal, de reforma íntima, de fé raciocinada.
Perceba o que está acontecendo com o mundo de tempos em tempos e o tempo todo. Verdadeiras catástrofes, mortes coletivas... não são apenas sinais e sim efetivamente o expurgo planetário. Recorra aos antigos ensinamentos e tão atuais do Cristo, não só leia, mas pratique o evangelho.

Jesus foi o maior analista de marketing que o mundo já teve. Ele foi pessoalmente conhecer a real necessidade do homem. Nos deixou grandes ensinamentos e o consolador Espírito de Verdade. Comprometa-se a conhecer a ti mesmo e viver com qualidade.

Todas as dores que vivenciamos fazem parte do processo de crescimento, amadurecimento para recebermos algo melhor. Então, porque ter medo de dar um passo à frente? Dê um, dois, três... crie seu diferencial, se dê a chance de ser melhor pra você mesmo e pro próximo, encoraje quem está ao seu lado a ousar, arriscar, ser feliz. Só alcança a verdadeira paz de espírito aquele que correu riscos com ousadia, determinação e dignidade. A covardia não é digna, não é nobre. 
Catástrofes, fatalidades acontecem com o mundo e também dentro de um monte de gente que não sai do status quo porque um dia foi ferido, contrariado. O mundo está cheinho de contrariedades, imperfeições, as utilize como motivação, virando a página, reescrevendo sua própria história, definindo com maestria as próximas linhas.
Valorize a  natureza, ela nos valoriza o tempo inteiro nos presenteando com tudo aquilo que nos faz bem, renovando o ar que respiramos, as energias tão necessárias para o equilíbrio do eco-sistema. Relaxe, vibre amor, perceba a essência Divina dentro de você, visualize seus sonhos realizados. Faça um teste drive com a paz. Tenho certeza que vai desejar essa nova aquisição. Trace um novo perfil aos seus novos dias, recrute pensamentos, sentimentos e pessoas que estarão com você. Faça a seleção baseada no amor, na comunhão e naquilo que o seu coração deseja. Vai perceber que a vontade de Deus em sua vida flui feliz e abundantemente. Deus nos dá o necessário e sempre mais que merecemos.